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Mês: novembro 2017

Reaproveitamento de alimentos: (NÃO) joga fora no lixo!

O reaproveitamento de alimentos pode parecer estranho para quem não está habituado, mas, no caso de várias hortaliças, ramos, talos e cascas podem possuir 11 vezes mais nutrientes que a “polpa”.  Um estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), analisou a importância nutricional dessas partes presentes em frutas, verduras e legumes e concluiu que o reaproveitamento é a melhor opção para quem busca uma alimentação saudável.

A pesquisa observou 19 alimentos e alguns resultados surpreenderam, como no caso da cenoura, cuja casca (100 gramas) possui quatro vezes mais proteína vegetal, três vezes mais vitamina C e quantidade ainda maior de ferro do que na polpa.  Outro nutriente que ganha destaque é a fibra. Talos e sementes são ricos nessa substância fundamental para o bom funcionamento do trato intestinal.


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Como fazer o reaproveitamento de alimentos

Promover uma mudança de hábitos e incorporar o que antes seria “sobra” na nossa alimentação pode fazer uma grande diferença. Por isso, saber como usar os “restos” não precisa ser um bicho de sete cabeças. Olha só: os talos podem ser usados picados ou triturados em massas de bolos e pães; as folhas de batata-doce, couve-flor, abóbora, mostarda e rabanete podem ser refogadas e consumidas como acompanhamento, enquanto as da cenoura e beterraba, por exemplo, podem ser consumidas cruas na salada; as cascas das frutas podem virar geleias, vitaminas e sucos.

O Mistério da saúde também apoia essa ideia!

Um cuidado importante para aproveitar o que o uso integral do alimento oferece é se atentar a forma preparo. Durante a cocção, vitaminas e minerais presentes nos alimentos são incorporados à água de preparo. Utilize esta água/caldo para fazer sopas, no tempero do feijão, no cozimento do arroz, entre outros.

Aproveitar essas partes que antes iriam para o lixo também significa economia e diversificação do cardápio. Isso porque, um único alimento pode ser preparado de diversas formas e todas com alto valor nutritivo. Você aproveita melhor os nutrientes e gasta menos nas compras do mês. Fica a dica!

Fonte: Hortifruti, 29 de novembro de 2017

Um brinde à fruticultura da Bahia

“Você já foi à Bahia”? Perguntava a célebre música de Dorival Caymmi que exaltava os pontos positivos de sua terra natal. Quem nunca visitou os ares do maior estado do Nordeste, agora tem mais um motivo: a Bahia vem se destacando na produção de frutas!

Com 4,3 milhões de toneladas produzidas, a fruticultura é uma das atividades que mais gera empregos, renda e promove o desenvolvimento em algumas regiões do Estado, sobretudo no Semiárido. Essa realidade só possível graças aos projetos de irrigação do rio São Francisco. Cidades como Juazeiro são consideradas grandes produtoras de manga, melancia, melão, coco, banana, dentre outros.

Com a chegada da irrigação, até mesmo a produção de vinhos está ganhando espaço no território baiano. O que antes parecia impossível, hoje é realidade. Em meio à caatinga, parreiras estão colorindo a paisagem.  A irrigação permitiu que o solo do Nordeste fosse aproveitado e, o fato da água ser controlada pelo homem permite que a região tenha duas ou mais safras de uvas por ano.

Os vinhedos da região estão se especializando em uvas moscatel, para espumantes e vinhos brancos e uvas syrah, para vinhos tintos. Pouco a pouco o mito da necessidade de temperaturas frias para a produção de um bom vinho vai sendo quebrado, tanto que, em 2012, o vinho Testardi Syrah, produzido na região, foi considerado o melhor tinto nacional.

O clima também determina a diferença do sabor dos vinhos nordestinos, por estarem em uma localização mais quente, os vinhos baianos são jovens e adquirem um sabor mais adocicado, bastante frutado e preservam aromas típicos das frutas produzidas por lá.

Outro ponto que faz a diferença para que a Bahia ganhe relevância no mercado de produção de frutas está no fato do estado ser referência nacional em defesa fitossanitária. A região está livre de diversas pragas que afetam a fruticultura, a exemplo da Sigatoka Negra e Moko da bananeira, HLB e Cancro Cítrico na citricultura, entre outras.

A música de Caymmi nunca foi tão atual.

Um brinde!

Fonte: Hortifruti, 23 de novembro de 2017

Açaí é base de corante que facilita cirurgias oculares

É comum que as hortaliças e frutas sejam lembradas como fonte de nutrientes que garantem um estilo de vida mais saudável, mas você sabia que elas podem contribuir para a saúde de uma maneira totalmente inusitada?

É o caso do açaí. A fruta contém em proteínas vegetais, fibras e ácidos graxos monoinsaturados (benéficos para saúde do coração), mas não é a sua propriedade nutricional que está ganhando destaque nas últimas pesquisas medicinais.

Pesquisadores do Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Escola Paulista de Medicina (EPM), pertencente à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), desenvolveram um corante que tem como base o açaí. Esse corante será usado para visualizar os tecidos microfinos do olho de forma eficaz e segura, facilitando assim os procedimentos cirúrgicos intraoculares.

Mais seguro que os compostos químicos utilizados atualmente, o corante de açaí é natural e chega a custar vinte vezes menos. Em fase de testes, o novo corante passou os últimos sete anos sendo aperfeiçoado e, agora em 2017, foi testado em ensaios clínicos em 25 pacientes, com excelentes resultados. As próximas etapas do estudo, necessárias antes da colocação do produto no mercado, devem ser realizadas nos próximos seis meses.

COMO FUNCIONA

Doenças que comprometem o fundo dos olhos, como a retinopatia diabética, o buraco macular, a membrana epirretiniana, ou deslocamento da própria retina ou do vítreo (dentre outras), são as principais beneficiárias desse novo produto.

Durante a cirurgia de retina, o corante é aplicado na parte interna dos olhos para facilitar a visualização das membranas e dos tecidos transparentes que irão passar por alguma intervenção.

CORANTE DE AÇAÍ VS. CORANTES ATUAIS

Atualmente, os dois corantes utilizados nesses procedimentos, a indocianina verde e o azul verde, são químicos e tóxicos. Se forem aplicados em alta dosagem eles podem causar a atrofia de uma das camadas da retina.

Já o corante de açaí, além de ser natural, tem o PH neutro e não causa problemas à visão do paciente.

Viu!? A fruta tem muito mais potencial do que você imagina!

Fonte: Hortifruti, 21 de novembro de 2017

Maçã geneticamente modificada chega aos supermercados dos EUA

Pela primeira vez, uma variedade geneticamente modificada de maçã será comercializada nos Estados Unidos.  A fruta está à venda, desde novembro, em cerca de 400 frutarias do meio-oeste americano.

Pouco tempo após ser cortada, as maçãs convencionais escurecem. A razão para que isso aconteça é explicada por uma reação entre a fruta partida e o oxigênio do ar, que resulta no tom marrom da polpa. A velocidade do efeito pode ser aumentada ainda mais se houver ferro por perto, a exemplo da faca usada para o corte. A estratégia usada pelos cientistas para chegar a essa inovação não adicionou um novo gene à planta. A variedade geneticamente modificada possui inibidores do gene já existente no vegetal que produz as enzimas que causam o escurecimento.

O produto está aprovado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) desde fevereiro de 2015. Segundo o USDA, as maçãs GM são tão seguras para a saúde humana, animal e para o meio ambiente quanto suas variedades convencionais e passaram por rigorosas análises de biossegurança que incluíram 10 anos de testes em campo.

Essa é a segunda fruta geneticamente modificada que vai para o mercado americano. Antes dela, apenas o mamão papaia do Havaí, desenvolvido para resistir a um vírus letal, era comercializado nos supermercados.

Fonte: Hortifruti, 14 de novembro de 2017

Especialista rebate estudo do Greenpeace sobre agrotóxicos

Divulgado pela organização não governamental (ONG) Greenpeace no dia 31 de outubro, relatório sobre o uso de defensivos agrícolas (popularmente chamados de agrotóxicos) na agricultura brasileira revela presença de resíduos desses produtos em 60% das amostras. Além disso, o mesmo documento afirma que 36% dos alimentos pesquisados tinham alguma irregularidade com o uso desses produtos.

Embora tenham sido apresentados como alarmantes, uma análise mais criteriosa desses dados revela que a história não é bem assim. Essa análise foi feita pelo jornalista e pesquisador Nicholas Vital, autor do livro Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo. “Resíduos em alimentos não significam problemas, isso é um grande sensacionalismo. Desde que estejam dentro dos limites adequados, a presença é perfeitamente aceitável”, afirma.

Segundo o Greenpeace, “entre as irregularidades está a presença de agrotóxicos não permitidos na produção de um alimento específico”. Vital explica que esse tipo de achado é uma questão que, embora esteja em desacordo com a legislação, não é um problema de saúde pública. “Em alguns lugares do mundo, os defensivos agrícolas são registrados por pragas. Isso quer dizer que se eu precisar combater uma praga, se o inseticida para controlá-la estiver autorizado, eu posso usar o produto em várias culturas.” O jornalista explica que no Brasil, porém, não funciona dessa maneira. “No País é exigido registrar um defensivo por cultura. Aqui, se você tem uma praga que ataca quatro culturas, precisa fazer quatro registros. Como o processo é burocrático e tem alto custo, as indústrias não registram para culturas menores, como o pimentão, que não justificam esse investimento”.

O caso do Pimentão

Para Vital, o pimentão é um bom exemplo para ‘desmistificar’ o risco: “Ele é hoje símbolo de alimento intoxicado, mas uma das substâncias químicas mais detectadas no pimentão é um inseticida cujo índice de ingestão aceitável é 0,01 mg/kg de peso corporal. No caso de um homem de 85 quilos, seria necessário ingerir pouco mais de 21 quilos todos os dias, por toda a vida, para sofrer uma intoxicação”.

Caso fosse possível tamanha ingestão diária, inclusive, a pessoa provavelmente morreria antes por conta da presença do magnésio, algo natural no pimentão. “Em 20 quilos de pimentão, são nada menos do que 2.200 miligramas de magnésio, ou dez vezes mais do que a dose letal estimada para esse ingrediente”, resume Vital.

Estudo estimula polêmica

Outra polêmica presente no estudo é sobre a média ingerida de agroquímicos pelos brasileiros, que o Greenpeace alega ser de 6 kg por ano. Vital argumenta que essa é uma soma da média do uso total de defensivos dividido por habitante: “É o mesmo que falar que cada brasileiro fuma 400 cigarros por ano. O Greenpeace ‘esquece’ que 80% dos agroquímicos são utilizados em quatro culturas: soja, milho, algodão e cana, sem contar o alto número em pastagem, florestas e flores. Uma boa parte disso não vai para o prato, o que descredencia esse número”.

Fonte: Gazeta do Povo, 31 de outubro de 2017

Brexit vai afetar o valor dos alimentos no Reino Unido

Com a confirmação do Brexit, os analistas econômicos voltam agora sua atenção para os impactos que a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) vai ocasionar no dia a dia dos ingleses.

Uma das apostas dos especialistas é que os alimentos frescos, principalmente as hortaliças, ficarão muito mais caros. Uma análise da companhia holandesa de serviços financeiros, Rabobank, previu um aumento de 5 a 8% no preço desses alimentos devido ao enrijecimento dos controles nas fronteiras com a União Europeia.

De acordo com a consultoria, é praticamente inevitável que esse aumento de preço aconteça, isso porque a UE é a maior fornecedora de produtos agrícolas importados do Reino Unido. Países como Holanda, França, Espanha, Alemanha e Irlanda respondem pelos maiores fluxos comerciais de alimentos frescos, como hortaliças, para a terra da rainha.

Além disso, a saída do bloco de livre comércio pode afetar também a moeda inglesa. De acordo com a mesma consultoria, a depreciação da libra esterlina pode ser de mais de 5%, o que teria um grande impacto nos preços.

Esse cenário pode ter como resultado uma boa oportunidade para os exportadores brasileiros!

Fonte: Hortifruti, 08 de novembro de 2017

O abacate cresce e aparece

Mesmo que ainda não esteja incluída entre as frutas de maior impacto econômico na fruticultura brasileira, dados recentes mostram aumento global no consumo dessa fruta e chamam atenção de produtores do País. Só nos EUA, o consumo triplicou entre 2000 e 2014 e o preço, entre 2015 e 2016, teve incremento de 75%. No Reino Unido, a popularidade do fruto já é tal ele já superou as vendas de laranja, historicamente muito consumida por lá.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2014, a produção de abacate no País supera 150 mil toneladas, cultivadas em 9.559 hectares. No Brasil, as variedades mais plantadas são de abacate tropical, entretanto, no mundo, a preferida dos consumidores é a Hauss, conhecida também como avocado. A região Sudeste concentra quase toda a produção nacional.

Mas não se impressione com os números brasileiros, eles ainda não são muito relevantes perto do mercado internacional. O México, maior produtor da fruta no mundo – responsável por 33% da produção global – exportou mais de um milhão de toneladas de abacate para 31 países e os Estados Unidos foi o destino de 770 mil toneladas em 2016 (mais de sete vezes a produção brasileira). Os principais produtores são México, República Dominicana, Colômbia e Peru. Mesmo assim, a produção mexicana supera quase quatro vezes as exportações do segundo maior exportador.

BENEFÍCIOS DO ABACATE

  • O abacate contem predominatemente ácido graxo monoinsaturado (oleico) o mesmo encontrado no azeite de oliva.. Os ácidos graxos moninsaturados quando associados a uma alimentação saudável contribuem com a saúde cardiovascular.
  • Outra vantagem do abacate é que ele pode ser consumido nas formas doce e salgada. É um ingrediente bem-vindo em saladas, sanduíches e é a base do mexicano guacamole, mas também é muito apreciado em vitaminas ou batido com mel, limão ou açúcar.

Fonte: Hortifruti, 03 de novembro de 2017

Tangerina brasileira: fruta asiática ganha sua primeira versão nacional

Muito tempo depois de desembarcar no Brasil, vinda da Ásia, a Tangerina ganha sua primeira variedade genuinamente nacional: a Maria. Os responsáveis pelo ‘nascimento’ da mais nova fruta brasileira são os pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). E a ‘gestação’ foi longa: 20 anos desde os primeiros estágios de desenvolvimento, passando pela fase de testes e, agora, finalmente, o registro. O nome Maria foi escolhido em uma pesquisa interna realizada pelo Instituto.

Para chegar à Maria, os pesquisadores selecionaram, em meio a centenas de plantas, um cruzamento ideal de tangerina murcote com laranja pera. A nova variedade traz o melhor de dois mundos: a resitência à clorose variegada e à leprose dos citros, típica da murcote, e a resistência à mancha marrom de alternaria da laranja pera. Resistente e diferente, a nova tangerina apresenta outras características que podem fazê-la cair no gosto popular: tem uma casca mais fácil de tirar e um número menor de sementes.  E o gosto, segundo os pesquisadores, é um equilíbrio perfeito entre acidez e doçura.

Mas não vá se animando tão rápido. A nova variedade, que acaba de ser registrada, ainda vai levar alguns anos para ser reproduzida em mudas, em árvores, e chegar à feira livre.

ORIGEM DA TANGERINA

No supermercado e na feira, não costuma haver dúvida na hora de comprar laranjas e tangerinas: são frutas bem diferentes. Mas nem sempre foi assim. As frutas cítricas não são espécies disponíveis na natureza, mas híbridos aprimorados por cruzamentos (assim como a nossa Maria). Essas frutas têm origem nas regiões tropicais e subtropicais do sudeste asiático e chegaram no Brasil com os portugueses.

NOMES VARIADOS

Tangerina, mexerica, laranja-cravo, bergamota, poncã (ou ponkan). Poncãs e mexericas são duas variedades da tangerina. A mexerica atende por vários nomes: bergamota no Rio Grande do Sul, mimosa para os curitibanos e tanja para o pessoal do Piauí e Maranhão. Independentemente do nome, todas são parentes: as diferenças estão na casca, no tamanho e na quantidade de suco que cada uma produz.

Fonte: Hortifruti, 30 de outubro de 2017