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Mês: junho 2018

Você conhece o chiclete cuiabano? Descubra a bocaiuva, uma delícia do Mato Grosso

O Brasil é um país de dimensões continentais e, por isso, é comum que algumas frutas e hortaliças muito conhecidas em certas regiões passem despercebidas em outras. A bocaiuva é um desses casos. Muito utilizada no Centro-Oeste brasileiro, com destaque para a região do pantanal mato-grossense, o fruto dessa planta tem sabor adocicado e é bastante comum nos doces da culinária local. Aparece, por exemplo, como ingrediente de pudins, cremes, sorvetes e bolos. Além disso, vai em pratos salgados, como no pintado (peixe da região) ao creme de bocaiuva.

A bocaiuva é uma palmeira espinhosa cujo caule pode crescer até 15 metros. Seus frutos são redondos, pequenos (de 2,5 a 5,0 cm) e se apresentam dispostos em cachos com cerca de 50 unidades. Quando madura, a fruta cai naturalmente. Nesse momento, apresenta uma casca fina e quebradiça que protege a polpa alaranjada, macia e fibrosa. Aliás, também é possível consumir a amêndoa, que fica no interior do fruto.

De acordo com a tradição popular, o fruto da bocaiuva tem diversas denominações. Isso não só inclui o nome da palmeira que lhe dá origem mas também macaúba, macaíba, macaúva, coco-baboso, coco-de-espinho e coco-macaúba. Porém, uma das nomenclaturas mais folclóricas se deve ao aspecto grudento do fruto (como a Jaca) e à região onde é farto. Em Cuiabá e no entorno da capital mato-grossense, a bocaiuva é chamada de chiclete cuiabano.

Bocaiuva e a nutrição

Apesar de pequeno, o fruto é grande do ponto de vista nutricional. De acordo com a Tabela de Composição de Alimentos (TACO) a bocaiuva é um fruto cujo principal componente são os lipídeos (40,7g do nutriente em 100g do fruto), o que justifica seu valor energético (404 Kcal em 100g).

Porém, não vamos parar por aí. Os ácidos graxos presentes em maior quantidade na bocaiuva são os insaturados (benéficos para a saúde), com predomínio do oleico (mesmo ácido graxo encontrado no azeite de oliva). De brinde temos também o linoleico (ácido graxo considerado como essencial pois nosso organismo não o produz). Ao mesmo tempo, o fruto é fonte de vitamina A e contém vitamina C.

Bocaiuva além da culinária

A utilização da bocaiuva não se restringe à culinária. Pesquisadores da Embrapa Pantanal, inclusive, apontam que a planta tem propriedades medicinais. Segundo a tradição dos povos desta região, a seiva da bocaiuva pode ser utilizada no tratamento da erisipela, uma doença infecciosa aguda, causada por estreptococos, caracterizada por uma inflamação da pele.

Outro uso possível é o artesanato feito com as palhas da palmeira. As folhas também são utilizadas para suplementação alimentar de cavalos e bois, servindo como reforço na ração dos animais. Adicionalmente, na construção de casas, a planta também pode ser empregada: a palha como telhado, os frutos como brita e a madeira como parede.

O óleo extraído da castanha da bocaiuva também tem potencial para o uso como biocombustível. É o que apontam estudos conduzidos pela Embrapa Pantanal. Isso só comprova a vocação versátil da planta. Das folhas aos frutos, tudo pode ser aproveitado.

 

Onde encontrar a bocaiuva

A planta é típica do Brasil Central, onde há uma vegetação que mescla Cerrado e Mata Atlântica, mas também aparece em outros Estados e países da América do Sul. Entretanto, não é tão fácil comprar a bocaiuva longe do Mato-Grosso e do Mato-Grosso-do-Sul, estados onde ocorre naturalmente. Nessas localidades seus frutos são coletados para serem comercializados em feiras livres, mercados hortifrutigranjeiros e por vendedores ambulantes.

Assim, o produto da bocaiuva mais comum em outras regiões é a farinha. Isso porque conta com a facilidade de armazenamento, não estragando tão facilmente quanto os frutos in natura. Os produtos culinários feitos com o fruto e até mesmo com a polpa podem ser encontrados em localidades pantaneiras.

 

Receita de Creme Brulée de Bocaiuva

A versatilidade da bocaiuva faz com que ela seja um ingrediente perfeito para a criatividade na cozinha. Aliando a tradição pantaneira e a doceria francesa, é possível preparar um delicioso creme brulée com a fruta.

 

Ingredientes

240 ml de leite
½ colher de chá de semente de erva doce
2 colheres de sopa de farinha de bocaiúva
1 colher de sopa de açúcar cristal
2 colheres de chá de açúcar (caramelizar)

 

Modo de preparo

Primeiramente, leve o leite a panela para ferver com a erva doce. Passe pela peneira, e ainda quente leve ao liquidificador com a farinha de bocaiuva e açúcar. Bata até que ele emulsione. Coloque nos potinhos e leve a gelar.

 

Modo de servir:

Retire da refrigeração, forre a superfície com açúcar cristal e caramelize com o maçarico. Rende 4 porções de 60 ml

E aí? Gostou de conhecer essa fruta típica do Mato Grosso? Em nossa Viagem pelo Brasil em 15 Alimentos Regionais já passamos por Bahia, Goiás, Minas Gerais e Pará.  Quer ajudar a gente a fazer percorrer esse inesquecível roteiro gastronômico? Vá lá no nosso Facebook e conte para gente que outra delícia regional você conhece ou quer conhecer!

 

Fonte: Hortifruti, 27 de junho de 2018

Dendê: conheça a palmeira que conquistou o mundo com seus óleos

Falar da culinária baiana, com certeza, também é falar de dendê. O azeite extraído dos frutos do dendezeiro é famoso por ser integrante de pratos típicos do Estado, como o vatapá, o acarajé, o abará e o caruru. A importância do azeite para a cozinha local é tão grande que todos os alimentos produzidos com seu uso ganharam a alcunha de “comidas de dendê”.

Originário da África, a planta e seu óleo avermelhado são velhos conhecidos dos seres humanos: existem registros de seu uso nas cortes dos faraós do Egito há mais de 5 mil anos. No Brasil, o dendezeiro chegou junto com os povos escravizados. Desde então, o vegetal teve boa adaptação ao clima do País e integrou-se complementamente à paisagem.

Paladares mais sensíveis conseguem identificar imediatamente a presença encorpada que o ingrediente garante aos pratos. Isso porque as “comidas de dendê” têm fama de serem “corpulentas” e calóricas. Ainda assim, o consumo do azeite tem uma série de benefícios. De acordo com a Tabela de Composição de Alimentos (TACO) o azeite de dendê contém 43,8% de suas calorias provenientes dos ácidos graxos saturados e 57,7% de insaturados. No grupo dos poli-insaturados, o ácido graxo linoleico (considerado um ácido graxo essencial em função de não ser produzido pelo organismo) é o grande destaque.

 

 

Como é o dendê

DendezeiroConhecido também como palma-de-guiné, dendem (Angola), palmeira dendem e coqueiro-de-dendê, o dendezeiro é uma palmeira que pode chegar a 15 metros de altura. Possui frutos arredondados, de cor alaranjada e que crescem em cachos. Esses frutos podem ser divididos em três partes: a polpa, que é a parte alaranjada; a casca da amêndoa, bem dura como a de todo coquinho e a própria amêndoa. O azeite de dendê, usado na cozinha, é feito apenas com a polpa. O esmagamento da semente rende um óleo mais claro, chamado de palmiste.

O dendezeiro possui três variedades classificadas de acordo com espessura do fruto. As variedades são “Dura” – apresenta casca de mais de 2 mm de espessura e fibras na polpa; “Psifera” – os frutos dessa variedade não possuem casca separando a polpa da amêndoa; e “Tenera” – apresenta espessura inferior a 2 mm na casca e um anel fibroso ao seu redor.

 

O cultivo do dendê 

Cacho de DendêO dendê é a oleaginosa cultivada de maior produtividade. Enquanto a soja produz, na média mundial, 0,4 toneladas de óleo por hectare por ano, o dendezeiro gera anualmente 4,2 toneladas de óleo na mesma área. Cerca de 10 vezes mais. A produção é distribuída por todos os meses do ano, sem entressafras, o que lhe confere grande versatilidade e importância econômica e social. Em plantios comerciais, os dendezeiros começam a soltar os primeiros cachos aos três anos de idade. É o início da vida produtiva da palmeira, que dura de 25 a 30 anos.

Além disso, o óleo de dendê – em todas as suas formas – é hoje o óleo vegetal mais produzido e consumido no mundo, seguido pelo óleo de soja e pelo de canola. Dois países da Ásia dominam 80% do mercado global: Indonésia e Malásia. Entre os óleos de origem vegetal é o mais comercializado, dominando mais de 30% do mercado global total e 45% do mercado de óleos específicos para alimentos.

 

O dendê além da culinária

DendêA preferência mundial pelos óleos do dendezeiro tem motivo. Ele é usado em alimentos como sorvetes, biscoitos e margarinas, a fim de garantir características como durabilidade, crocância e sabor. Além disso, integra sabões, sabonetes, detergentes, lubrificantes e glicerina, dentre diversos outros produtos. Como se não bastasse, pode ser usado também para a produção de biocombustível.

Assim, é possível perceber que a cultura do dendê é muito promissora no Brasil e seu uso vai além da gastronomia. Uma série de fatores coloca o Brasil como uma das áreas potenciais para expansão sustentável da dendeicultura. O País conta com tecnologias de produção, pode aumentar sua participação no fornecimento global de óleo de dendê e tem indústrias nacionais ávidas por deixar de importar matéria-prima.

 

Como é fabricado o azeite de dendê

Entre a colheita do dendê e a fabricação do azeite, o fruto do dendezeiro passa por diversas etapas. Para fazer um bom produto, os frutos devem ser usados logo após a colheita.

óleo de dendêO preparo tem as seguintes etapas:

  • Esterilização: facilita a retirada dos frutos dos cachos e destrói as substâncias (enzimas) que tornam o azeite ácido.
  • Debulha: separa os frutos dos cachos;
  • Extração com vapor: aquece os frutos para facilitar a retirada do óleo.
  • Separação: separação dos caroços e de fibras, e coleta do azeite misturado ao vapor d´água.
  • Decantação: o vapor e azeite descansa em tanques para o azeite ficar sobre a água e poder ser coletado.

 

Fonte: Hortifruti, 20 de junho de 2018

Alimentos da Rússia: conheça o país sede da Copa do Mundo pela comida

A cada quatro anos, os amantes do futebol param tudo para acompanhar um dos maiores eventos esportivos do planeta: a copa do mundo. Com edições que ocorrem, a cada vez, em um país diferente, além de ser uma ode ao futebol, a copa do mundo é uma oportunidade única de conhecer novos povos e culturas. A edição de 2018 acontece no maior país do mundo e é nossa chance para falarmos dos alimentos da Rússia.

Apesar de seu tamanho, a Rússia ainda é pouco conhecida dos brasileiros e sua produção agrícola não é mundialmente famosa. Ainda assim, um país que ocupa quase que um terço do maior continente do planeta, a Ásia, com certeza se destaca nesse campo. Por causa do clima predominantemente frio, é comum que o país importe grande quantidade de frutas e verduras.

Entretanto, outros produtos de origem vegetal são produzidos e até mesmo exportados. Em 2016, o agronegócio da Rússia tornou-se o maior exportador mundial de grãos, acima de 34 milhões de toneladas. Mas esse sucesso vai além dos grãos. Nos últimos anos a Rússia também se tornou um dos principais produtores de beterraba açucareira e a produção de vegetais em estufa aumentou 30%.

Venha com a gente conhecer alguns desses produtos. Que tal chegar ao início da Copa do Mundo sabendo mais sobre o que se come e se produz do país anfitrião do evento?

 

Alimentos da Rússia: cereais

A Rússia é uma grande produtora de cereais como trigo, milho, cevada e soja. Esses alimentos são fonte de carboidratos complexos, apresentam vitaminas do complexo B, ferro, assim como outros fitonutrientes (nutrientes existentes nas plantas, com propriedades antioxidantes e benefícios para a saúde). Além disso, os cereais são excelentes fontes de fibras em sua forma integral.

Tradicionalmente, a Rússia exporta cerca de um quarto da safra de cereais. Dos ¾ destinados ao mercado interno, destaca-se utilização para a produção de um item tipicamente russo: a vodka. A bebida alcoólica fabricada a partir da fermentação de diversos cerais, como a cevada e o trigo. Com uma produção tão impressionante de grãos, não era difícil imaginar que essa seria a bebida típica do país.

 

Alimentos da Rússia: beterraba

Um dos principais pratos típicos da Rússia leva beterraba como ingrediente principal. A sopa Borsh é feita com caldo da planta, legumes e carne picada. Além dessa deliciosa iguaria, a beterraba é ingrediente de outro produto muito consumido por lá: o açúcar. Nós, do Brasil, estamos acostumados a associar o açúcar à cana mas, em países frios onde essa planta tropical não se adapta bem, a fonte de doçura é a beterraba.

O açúcar de beterraba é em geral produzido com a beterraba branca, mais doce e clara que a beterraba roxa. Assim como a da cana, o açúcar da beterraba é obtido por meio de um processo de extração realizado em quatro etapas. Ainda que tenha grande sucesso em território russo, a beterraba não é nativa. Foi introduzida pelos Império Bizantino (395 — 1453) e em pouco tempo conquistou os eslavos. A planta cozida sem sal contém folato, carboidratos e minerais como magnésio, fósforo e potássio.

 

Alimentos da Rússia: cogumelo 

Os cogumelos ainda não figuram como produto de exportação, mas graças a sua alta popularidade entre os russos conseguiram um lugar de destaque na lista de produtos da Rússia. Uma das tradições mais antigas dos russos é a colheita de cogumelos selvagens, realizada nas florestas e bosques. Essa atividade também é conhecida como caça aos cogumelos.

Popular em todo o território, algumas áreas de floresta, como a Sibéria, atraem gente do mundo todo para a prática. A variedade de cogumelos comestíveis é imensa, assim como a quantidade de pratos que podem ser preparados com eles. Os cogumelos colhidos podem ser fritos e até mesmo servirem como ingrediente principal de sopas e caldos.

A busca pelas espécies nativas ocorre entre os meses de julho e outubro, quando termina o verão e começa o outono. Além da possibilidade de fazer pratos deliciosos, a busca pelos cogumelos garante ao povo russo uma excelente dose de adrenalina. Por serem espécies selvagens e pouco conhecidas, os aspectos nutricionais desses alimentos ainda estão sendo estudadas.

 

Fonte: Hortifruti, 14 de junho de 2018

Comidas típicas de festa junina: conheça e se delicie!

As comidas típicas de festa junina fazem muito sucesso. Com a chegada do mês de junho, os pratos festivos são requisito obrigatório nas cozinhas de todo o país. Também, pudera! São diversas delícias doces e salgadas feitas com ingredientes fáceis e com modo de fazer simples.

Além da praticidade, as comidas típicas de festa junina contam com mais um grande diferencial: sua variedade. São diversos preparos e é possível encontrar até mesmo receitas de bebidas para curtir uma boa quadrilha.

Nos parágrafos abaixo, você vai conhecer:

  • A história da festa junina
  • 6 principais comidas típicas
  • 3 ingredientes indispensáveis para os preparos
  • Cuidados ao consumir umas das estrelas da festa: o amendoim

 

A origem da festa junina

Primeiramente, é importante saber que a celebração surgiu para homenagear três santos católicos: Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29). Contudo, a origem dos festejos é anterior ao catolicismo.

Na Europa junho marca o início da estação mais quente do ano e, por isso, povos do Hemisfério Norte comemoravam a chegada do solstício de verão (dia que tem a noite mais curta do ano, já que o sol aparece por mais tempo). Ótima época para pedir fartura para a colheita que se aproximava. A Igreja Católica, percebendo que não poderia impedir essa celebração, deu novo significado ao evento. Dessa forma, as comemorações passaram a homenagear os santos católicos e ganharam o nome de joaninas.

A festa típica chegou ao País junto com os portugueses e sofreu influência das culturas indígena e africana. Com isso ganhou novos contornos e elementos tipicamente brasileiros passaram a fazer parte do evento, transformando-o em um símbolo da identidade nacional. Foi assim que a festa junina passou a valorizar a cultura caipira, para refletir a organização da sociedade brasileira até meados do século 20. Nessa época, 70% da população vivia no campo.

Outra diferença em relação às festas europeias está no clima. O Brasil, por ficar no Hemisfério Sul, tem no mês de junho o início do inverno. Por isso, em terras tropicais, a decoração conta com fogueira e as comidas típicas de festa junina são quentes e substanciosas. A culinária é um capítulo à parte. É impossível não ficar com água na boca.

Para deixar sua festa ainda mais gostosa, conheça 6 comidas típicas de festa junina e seu principais ingredientes .

 

8 comidas típicas de festa junina

A versatilidade realmente impressiona.  Tanto que pra fazer a seleção de 6 opções não foi nada fácil.  Para facilitar, dividimos os pratos em: bebidas, pratos salgados e doces.

Confira!

Bebidas

Quentão

Para ajudar a espantar o tempo frio nada melhor do que um bom quentão. Uma mistura deliciosa de cachaça, gengibre e canela que espanta o frio rapidinho!

Vale lembrar que o quentão é uma bebida alcoólica e, por isso, não pode ser servida para menores de 18 anos.

Confira uma receita aqui!

 

Suco de milho

Para quem prefere uma bebida sem álcool, uma boa aposta é o suco de milho.  Cremosa e super saborosa, a bebida é excelente para acompanhar as comidas típicas de festa junina.

Existem diversas versões e nada impede que você dê o seu toque pessoal. Aqui você encontra a versão tradicional do suco.

 

Pratos Salgados

Milho cozido

A espiga de milho cozida não falta nos arraias de nenhum lugar. De preparo simples, ele é muito apreciado. Entretanto, para ter a espiga perfeita é necessário conhecer alguns segredos:

  • Escolha certo: o milho ideal para ser cozido tem grãos uniformes, macios e mais clarinhos.
  • A casca do milho deve estar fresca e verde. Evite aquelas com aparência de palha seca
  • Na hora de cozinhar, não cubra completamente as espigas. Colocar água para cobrir metade do milho já é suficiente.
  • Por fim, use a panela de pressão.
  • Pulo do gato: coloque uma colher de açúcar na água do cozimento. Seu milho vai ficar ainda mais saboroso.

 

Cuscuz

Também feito a base de milho, o cuscuz fica delicioso acompanhado de queijo coalho. Possui outras variações como o cuscuz nordestino e o marroquino, por exemplo. Você encontra receitas de todas as variações aqui.

 

Sobremesas

Pé de moleque

O pé de moleque é uma das comidas típicas de festa junina que ganhou o mundo de tal forma que hoje é possível encontrar essa iguaria o ano todo. Feito de amendoim, o doce conta ainda com rapadura ou leite condensando.

De lamber os dedos! Confira a receita.

 

Curau

Outro doce muito procurado nas quermesses é o curau. Assim como o cuscuz, o doce é feito de milho. Cremoso, sempre deixa gostinho de quero mais. A grande vantagem desse doce é que ele pode ser feito com qualquer tipo de milho, inclusive o enlatado. Aprenda a fazer aqui.

 

3 ingrediente que não podem faltar nas comidas típicas de festa junina

Agora que você conheceu as principais comidas típicas de festa junina, que tal saber mais do seus ingredientes?

Milho

milho - super ingrediente das comidas típicas de festa juninaSe existe um ingrediente que pode ser considerado o rei da festa junina, esse, com certeza, é o milho. Com a safra de inverno do grão começando em junho, ele é ingrediente principal de diversos pratos típicos dos festejos.

Milho cozido, curau, pamonha, canjica, cuscuz, pipoca e muito mais. As possibilidades são infinitas e não é pra menos, o milho é um excelente alimento. O grão apresenta em sua composição vitamina B1 e minerais como manganésio, fósforo e potássio. Além disso, uma espiga de milho (cerca de 100 gramas) é também considerada uma fonte de fibras, com 2,5 gramas do nutriente.

Deixando os benefícios alimentares de lado, o milho também se destaca pela versatilidade. É utilizado nas indústrias de plásticos, tintas e farmacêutica. Sua palha também é utilizada por artesãos de diversas regiões para a produção de objetos de decoração. Exatamente devido à sua importância, o milho foi um dos primeiros alimentos a ter uma versão transgênica.

Ainda em em 1996, nos Estados Unidos, a cultura ganhou genes que apresentavam características que facilitavam o manejo do agricultor. Da mesma forma, em 2007, essa tecnologia foi introduzida no Brasil. Hoje, boa parte do milho consumido no mundo é geneticamente modificado. Mas não se preocupe, antes de serem liberados para plantio, consumo humano ou alimentação animal, qualquer transgênico é rigorosamente testado e sua biossegurança garantida.

 


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Assim com o milho, pinhão faz sucesso no inverno.


GengibreO gengibre também faz parte das comidas típicas de festa junina

Com a chegada do inverno, as temperaturas despencam, principalmente à noite, período do dia em que os festejos estão concentrados. Assim, as bebidas típicas da festa são geralmente quentes. Certamente é o caso do quentão de gengibre.

O gengibre é uma planta originária da Ásia (mais especificamente das regiões da China e da Índia) e utilizado como tempero em diversos preparos, sejam eles doces ou salgados. Pode ser consumido de diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. No mercado, encontra-se principalmente a versão em pó.

Abordando os aspectos nutricionais dessa raiz, de acordo com a Tabela de Composição Química dos Alimentos da Universidade Federal de São Paulo (Tabnut), o gengibre é um alimento que possui um baixo valor calórico, além de conter alguns minerais importantes (como magnésio e potássio) e vitaminas (folato e vitamina B6). Vale ressaltar que, por ser um alimento cuja medida caseira é de uma fatia (cerca de 11 gramas), a concentração de cada um desses nutrientes é baixa.

 

Amendoim

Comidas típicas de festa junina: o amendoim é um ótimo ingrediente!Outro alimento que ganha destaque na festa junina é o amendoim. Utilizado em preparos doces a exemplo do pé-de-moleque, canjica, paçoca, também é consumido salgado. Nas regiões Sudeste e Sul, o preparo mais comum é torrá-lo. Já no Norte e Nordeste, é frequente encontrá-lo cozido. O melhor da versão cozida é o ritual de abrir a casca e levar os grãos rosados, macios e suculentos à boca. O amendoim é tão querido dos brasileiros que, em 2011, foi reconhecido como patrimônio imaterial de Sergipe, considerado o maior consumidor nacional. De qualquer maneira, independentemente do preparo, é preciso segurar a compulsão, já que é impossível comer um só.

Com sabor neutro, essa oleaginosa faz sucesso por ser mais barata do que outras da mesma categoria. Pode ser encontrada nos mercados nas versões ainda com casca ou descascadas, torradas e com coberturas doces e salgadas. Além dos pratos típicos da festa junina, o amendoim é presença garantida de norte a sul do País. É utilizado em bolinhos, farofas e principalmente como ingrediente da comida baiana. Tanto o caruru como o vatapá contam com o uso da oleaginosa. Também faz parte de pratos orientais e é base de uma iguaria originária dos Estados Unidos que aos poucos vem ganhando adeptos no Brasil: a manteiga de amendoim.

Cuidados com o amendoim

O amendoim é um alimento que possui um perfil nutricional interessante. De acordo com a Tabela de Composição de alimentos (TACO), 100g do grão cru apresentam na composição 27,2 g de proteína vegetal, o que o classifica com boa fonte deste nutriente; 43,9g de lipídios dos quais 8,7g são saturados, 16,2g poliinsaturados e 17,2g monoinsaturados sendo, portanto, uma fonte de insaturados da dieta; contém também 8g de fibras, além de ferro, potássio e fósforo. Apesar da versatilidade e do aspecto nutricional, é recomendada atenção pelo seu alto valor calórico, expressivas 567 calorias.

Outro cuidado que é preciso ter em relação ao amendoim deve-se ao fato da alergia ao alimento ser uma das mais comuns do mundo. Aproximadamente uma em cada 200 crianças pode desenvolver uma alergia do amendoim antes que alcançar cinco anos de idade. Até mesmo pequenas partículas de amendoim podem ser suficientes para desencadear uma reação intensa.

Identificar os sintomas hipersensibilidade à leguminosa é fundamental para não deixar que a situação se agrave. Alguns desses sintomas são:

    • Coceira na pele;
    • Urticária, que pode aparecer como pequenas manchas ou grandes vergões;
    • Náuseas;
    • Vias respiratórias contraídas;
    • Severa queda da pressão arterial;
    • Sensação de tontura.

Animados para Festa Junina? Contem para gente quais são os pratos típicos que vocês mais gostam.

 

Fonte: Hortifruti, 11 de junho de 2018

O que é ora-pro-nóbis? Conheça a tradição da culinária mineira

Você sabe que é ora-pro-nóbis? Se você já foi ao festival gastronômico de Tiradentes, cidade colonial do interior de Minas Gerais, provavelmente conhece esta hortaliça. Entretanto, mesmo fazendo sucesso nas preparações típicas da região, o ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é pouco conhecido fora de Minas. Às vezes lembrado como trepadeira-limão ou groselha-de-barbados, o vegetal é generoso e permite o uso culinário de várias de suas partes.

Em terras mineiras, as partes mais apreciadas são as folhas. É habitual comê-las refogadas ou cruas. Na maioria das vezes, elas acompanham ou compõem os pratos principais. Alguns preparos famosos são:

Além disso, a flor, que tem um sabor adocicado, também pode ser consumida. Uma sugestão é usá-la como ingredientes em saladas. O fruto, por sua vez, é ácido como a groselha.

O ora-pro-nóbis é uma erva originária do continente americano que nasce em forma de trepadeira e possui muitos espinhos. Versátil, além da alimentação, pode ser usada como cerca viva e como planta ornamental. Suas flores brancas, pequenas e perfumadas impressionam pela beleza. Ademais, são famosas pela raridade: ocorrem por apenas um dia no ano, entre janeiro e abril. A produção dos frutos, amarelos e redondos, ocorre de junho a julho.

 

Origem do nome ora-pro-nóbis

Ainda que seja comum em Minas Gerais, onde se popularizou como uma planta ligada às tradições rurais e religiosas do Estado, é pouco conhecido fora da região. O nome, inclusive, não ajuda. Muitas pessoas sequer entendem quando ouvem. Também pudera, ora-pro-nóbis é um termo em latim que significa rogai por nós, expressão frequente em missas católicas.

Não há comprovação, mas a cultura popular diz que o nome da hortaliça está ligado a essa religião. Na antiga Minas colonial, onde o catolicismo era um elemento cultural muito presente, reza a lenda que algumas igrejas tinham cercas feitas dessa planta. Os padres, porém, não deixavam a população colhê-la.

Entretanto, o jeitinho brasileiro resolveu esse problema. No momento em que os sacerdotes realizavam a missa, nessa época falada em latim e de costas para os fiéis, as pessoas aproveitam para pegar o Ora-pro-nóbis. Dessa maneira, quando o padre dizia ora-pro-nóbis, frase comum na cerimônia, todos entendiam a deixa para começar a colheita.

Outra história, também ligada à Minas Gerais e à Igreja Católica, traz uma versão diferente. Um padre, ao visitar um devoto, teria comido a erva e expressado seu contentamento com a expressão ora-pro-nóbis. Isso seria o equivalente a um “benzadeus” nos dias de hoje.

 

Propriedade nutricionais do ora-pro-nóbis

As características nutricionais do ora-pro-nobis são promissoras. Pesquisas indicam que o alimentos possui alto teor de proteína vegetal bruta, cuja digestibilidade e biodisponibilidade ainda não foram determinados.

Além disso, o “Manual de Hortaliças Não-Convencionais”, elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), classifica a hortaliça como fonte de Vitamina C, Manganês, Cálcio. Um trabalho de doutorado da Universidade Federa de Lavras confirmou os benefícios mencionados acima.

 

Como plantar ora-pro-nóbis 

O ora-pro-nobis é resistente e não exige muita adubação. Seu cultivo é fácil e ele pode ser feito em quintais e jardins. Para começar o cultivo, basta cortar estacas de 20 centímetros de uma planta saudável, enterrar um terço em terra fértil ou mergulhar em um recipiente com água. Se você optar pela segunda opção, em duas semanas as raízes aparecem e a muda poderá ser transplantada para o local definitivo. A primeira colheita ocorre três meses após o plantio.


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Como usar na cozinha 

A parte mais usada do ora-pro-nóbis é a folha. Elas podem ser consumidas cruas, em forma de saladas e refogadas com alho e cebola. O refogado de ora-pro-nóbis pode ser usado como recheio de sanduíches, tortas e acompanhamento de carnes, como frango, porco e peixes. Fica excelente também em sopas. Ou seja, um alimento muito versátil.

Em Minas Gerais o alimento é visto também misturando no angu, feijão, mexidos e omeletes. É possível também moer as folhas secas e utilizá-las para fazer massas, pães e farinha múltipla – complemento nutricional no combate à desnutrição.

 

Fonte: Hortifruti, 06 de junho de 2018