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Agrotóxicos: saiba o que é mito e o que é verdade

08/03/2019

Agrotóxicos

Você já deve ter ouvido falar sobre os agrotóxicos. Provavelmente ouviu histórias assustadoras sobre o uso excessivo desses produtos na agricultura ou sobre a presença de resíduos deles nas frutas, verduras e legumes que consumimos. Mas qual é o nível de preocupação que você, consumidor, deve destinar a esse assunto? Para ajudá-lo a tomar decisões mais informadas e, assim, contribuir para uma alimentação segura e sem traumas, elaboramos um guia que traz as principais informações sobre o tema.

 

O que são agrotóxicos?

Agrotóxicos são produtos químicos, físicos ou biológicos que têm como objetivo proteger as lavouras de pragas que podem comprometer a produção e a qualidade do alimento que chega à mesa. As pragas, por sua vez, são organismos vivos que podem causar prejuízos às plantas. Além de prejudicar o cultivo, esses organismos também influenciam na qualidade do alimento, podendo, inclusive, torná-los impróprios para o consumo.

Desde já, é importante saber que, embora agrotóxico seja o termo usado na legislação brasileira, existem muitos sinônimos: defensivos agrícolas, agroquímicos, pesticidas, praguicidas ou produtos fitossanitários. Os nomes são muitos, mas todos eles se referem à mesma coisa.

Existem diversos tipos de pragas, como ácaros, fungos, bactérias, vírus, nematoides, plantas daninhas e até mesmo insetos. Para cada um deles há um tipo diferente de agrotóxico:

Tipos de agrotóxicos

Assim, o agrotóxico pode ser visto como um remédio para uma planta doente. Como toda medicação, para que o defensivo agrícola cumpra a sua função é necessário que diversos passos sejam seguidos. É por isso que a aplicação desse tipo de produto é rigorosamente regulamentada por órgãos específicos. O que significa dizer que precisam seguir procedimentos muito rigorosos de desenvolvimento e avaliações agronômicas, ambientais e toxicológicas antes da liberação de uso de cada produto.

 

Benefícios e riscos dos agrotóxicos

O uso de defensivos garante benefícios para a agricultura. Os três mais importantes são:

Agrotóxicos controlam as pragas na lavouraEvitar a perda de alimentos

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que a incidência de pragas faz com que a perda anual de alimentos seja de 20% a 40%.

Agrotóxicos diminui os preços dos alimentosTornar o preço dos alimentos mais acessível

Assim como uma mudança climática ou um desastre natural podem afetar o preço dos alimentos, quando as pragas atacam as lavouras, o impacto é repassado para o bolso do consumidor. Como a maioria das pragas que aparecem no campo já são conhecidas e esperadas, a utilização do agrotóxico previne as perdas e o impacto nos preços.

Agrotóxicos reduzem o desmatamento

Aumentar a produção na mesma área plantada

Com a eliminação das pragas é possível produzir mais utilizando menos área. Isso garante, dentre outras coisas, uma diminuição significativa no desmatamento.

Se os benefícios impressionam, algumas pessoas também se preocupam com o risco desses produtos. O receio está nos efeitos causados ao meio ambiente e à saúde da população.

 

Agrotóxicos só causam envenenamento em países com regulamentação frágilUm relatório divulgado pela ONU, por exemplo, avaliou que cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de envenenamento causado por pesticidas – são pessoas que trabalham ou moram no campo. Entretanto, cabe destacar que 90% desses casos ocorrem em países nos quais as regulamentações de saúde, de segurança e de proteção ao meio ambiente são frágeis.

 

O emprego de agrotóxicos no Brasil

Como diria Jorge Ben, o Brasil é um país tropical e bonito por natureza. Seu clima quente e úmido e a falta de invernos rigorosos favorece uma série de culturas o ano todo. Isso garante destaque ao país que, na Era Vargas, passou a ser conhecido como “o celeiro do mundo”.

Contudo, as condições climáticas também fazem com que o país sofra ataques mais frequentes de pragas do que os países de clima majoritariamente temperado, como o Canadá, os Estados Unidos e os países europeus. Isso porque as temperaturas mais baixas e a incidência de neve evitam a sobrevivência as pragas.

Em climas como o nosso não há uma quebra no ciclo de desenvolvimento dos organismos invasores, o que faz com que eles estejam presentes durante todo o ano nas lavouras. “A produção de qualquer tipo de alimento em larga escala no Brasil necessita de uma proteção contra as pragas”, pontua o médico toxicologista Flávio Zambrone.

Mesmo diante deste cenário, o Brasil é um dos países que produz alimentos com menos aplicação de defensivos agrícolas do mundo. De acordo com um estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), o País é o 13º, entre os 20 estudados, que mais utilizam agrotóxicos por quantidade de produto agrícola produzido. Ou seja, países europeus como Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, e Polônia, além de Japão, Coreia, Canadá, Austrália, Argentina e Estados Unidos empregam mais defensivos que o Brasil.

 

Agrotóxicos são seguros?

Dados como esses levantam a seguinte questão: o uso de agrotóxico é seguro? Segundo o engenheiro agrônomo Edivaldo Domingues Velini, com o uso adequado, obedecendo ao que estabelece a lei, o risco associado aos defensivos é bem reduzido.

O Brasil tem uma das legislações mais rigorosas do mundo para agrotóxicos. Uma pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um dos órgãos que fiscaliza a correta utilização dos defensivos, revelou que:

99% dos alimentos produzidos no Brasil são seguros

O estudo avaliou mais de 12 mil amostras de alimentos entre 2013 e 2015 e concluiu que praticamente todas as amostras estavam livres de resíduos agrotóxicos.

“É preciso ter uma atenção especial, mas essa tecnologia está a favor do produtor e da evolução da agricultura. O perigo maior é para quem manipula os defensivos, e não para quem consome, mas sabemos que todos os produtos passam por inúmeros testes de segurança”, afirma Luiz Roberto Barcelos, produtor de melão e presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Mesmo assim, a ideia sobre os agrotóxicos ainda é equivocada. Um estudo britânico buscou entender o porquê de a atividade ser tão mal vista pela população. Os pesquisadores concluíram que o medo dos agrotóxicos é um problema de percepção de risco. Isto é, as pessoas não entendem corretamente a dimensão da prática, o que sustenta a cultura de medo dos agrotóxicos.

Para garantir a segurança dos alimentos e da população, é preciso que o produtor siga as recomendações de aplicação dos produtos e que isso ocorra apenas com a autorização de um engenheiro agrônomo. Como o agrotóxico funciona como um medicamento, o engenheiro agrônomo atua como o médico que prescreve uma receita. Neste caso, a receita agronômica – uma exigência legal desde 1989 para a compra de qualquer defensivo.

 

Alimentos no Brasil são seguros para o consumo

Segurança para o consumidor

O Brasil conta com dois importantes programas de análise de resíduos de agrotóxicos nos alimentos. São eles: o Programa de Análise de Resíduos em Alimentos (Para) da Anvisa e o Plano Nacional de Controle de Resíduos em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Esses dois programas fiscalizam o cumprimento das regras de aplicação dos defensivos na agricultura. Obedecendo a protocolos estabelecidos pela ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS), eles têm como objetivo principal proteger a saúde dos consumidores.

Para realizar esse trabalho, os projetos contam com três indicadores para confirmar que os produtos comercializados são inofensivos:

  • Dose Letal 50 (DL50): forma de expressar o grau de toxicidade de um produto;
  • Ingestão Diária Aceitável (IDA): quantidade de uma substância química que pode ser ingerida por dia sem apresentar riscos à saúde;
  • Limite Máximo de Resíduos (LMR): valor máximo de resíduo de um agrotóxico permitido legalmente em um alimento.

Agricultor consciente usa EPI

Segurança para o agricultor

O trabalhador do campo conta com diversos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para reduzir a exposição aos produtos químicos. Cada atividade apresenta EPIs específicos que devem ser utilizados de acordo com as recomendações presentes nas bulas dos produtos.

Os EPIs devem ser utilizados sempre que forem manipuladas embalagens de agrotóxicos – ainda que vazias, durante todo o processo de aplicação e toda vez que alguém entrar em uma área recém-tratada.

 

Alimentos orgânicos são mais seguros e nutritivos que os convencionais?

Não existem pesquisas científicas que comprovem uma maior segurança em alimentos orgânicos do que em convencionais. Assim como os demais, os orgânicos são seguros apenas se cumprirem as regras e as recomendações de especialistas.


As lavouras orgânicas também podem utilizar defensivos agrícolas para controlar pragas, a preocupação com a segurança dos alimentos deve ser a mesma.


Também não é correto afirmar que o alimento orgânico contém maior valor nutricional. As pesquisas realizadas até hoje apontam um nível de nutrientes praticamente idêntico entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais.

Juliana Ramiro, engenheira agrônoma e doutora em fitopatologia. "O agrotóxico não tem a capacidade de retirar nutrientes do alimento."
Juliana Ramiro, engenheira agrônoma e doutora em fitopatologia.

Apesar de contarem com tipos diferentes de sistema de produção agrícola, tanto alimentos convencionais quanto alimentos orgânicos apresentam o mesmo desafio: o controle de pragas nas culturas.

Alimentos convencionais

São alimentos que comumente encontramos em supermercados e feiras. Podem ser plantados em pequenas ou grandes áreas. A produção utiliza insumos e tecnologias agrícolas, seguindo regras rígidas para garantir a segurança do produtor e do consumidor. Combina o uso dos métodos químicos e/ou biológicos. É um modo importante para entregar alimentos em grande quantidade, tendo sua eficiência melhorada ao longo dos anos devido aos avanços da ciência agrícola.

Alimentos orgânicos

A produção de alimentos orgânicos não está completamente livre do uso de defensivos agrícolas. Muitas pessoas pensam que a grande diferença entre alimentos orgânicos e convencionais está na ausência do uso de agrotóxicos. Porém, ambas as culturas podem utilizar defensivos. A real diferença é que nos produtos usados no cultivo orgânico devem prevalecer aqueles derivados de fontes naturais. Pela legislação brasileira, sempre que possível, devem ser utilizados métodos mecânicos (capina), biológicos e métodos culturais (rotação de culturas) em contraposição ao uso de materiais sintéticos. O plantio é geralmente feito em escala reduzida e em agricultura familiar. Por isso, os alimentos orgânicos são mais caros que os convencionais e transgênicos.

Alimentos transgênicos

Os transgênicos são organismos que tiveram a inclusão de um gene de outro ser vivo em seu DNA, por meio da biotecnologia. Os alimentos transgênicos fazem parte do nosso dia a dia. Estão na produção de queijos, pães e cerveja, por exemplo. Atualmente, estima-se que quase a totalidade dos alimentos e bebidas contenham pelo menos um ingrediente derivado de milho e soja. Estes, por sua vez, são transgênicos em sua maioria.

Alimentos convencionais e alimentos orgânicos têm a mesma regra e desafio

 

Como os agrotóxicos são aprovados no Brasil?

A aprovação de agrotóxicos no Brasil é um processo complexo que envolve muita pesquisa, dedicação e tempo.

José Otávio Menten, engenheiro agrônomo e doutor em fitopatologia. "De cerca de 150 mil moléculas desenvolvidas em pesquisas, apenas uma é aprovada."
José Otávio Menten, engenheiro agrônomo e doutor em fitopatologia.

Ainda segundo Menten, as demais são eliminadas, pois apresentam características e efeitos inaceitáveis na legislação. O processo de obtenção de registro, para que o produto possa ser comercializado, leva entre 8 e 10 anos. Para que um agrotóxico seja aprovado, é preciso apresentar estudos agronômicos, toxicológicos e ambientais. Esse padrão é internacionalmente adotado, o que possibilitou ao Brasil desenvolver, ao longo de 30 anos, produtos seguros e de boa qualidade.

 

Existem regras para aplicação de agrotóxicos na agricultura?

Sim, existem e estão amparadas pela Lei 7.802/1989 e pelo Decreto 4.704/2002. Cada tipo de defensivo agrícola tem uma regra específica definida a partir de estudos agronômicos, toxicológicos e ambientais. Também é possível encontrar informações mais detalhadas sobre a forma de aplicação na bula dos produtos, como quantidade do produto, modo de aplicação, momento adequado para realizar a aplicação, número recomendado de aplicações e o intervalo entre elas.

A responsabilidade sobre autorização e o uso de produtos é divida entre três órgãos oficiais: a Anvisaligada ao Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura, (Mapa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) , atrelado ao Ministério do Meio Ambiente. Dessa forma, para ser autorizado e comercializado um defensivo químico deve passar pelo Mapa para verificar a importância agronômica do pesticida, pelo Ibama para analisar os efeitos sobre o meio ambiente e pela Anvisa para analisar os efeitos no organismo humano.


SAIBA MAIS
Alimentos transgênicos: segurança para a saúde

A agricultura precisa realmente dos agrotóxicos?


Restrições Nacionais Vs Internacionais

É comum encontrarmos informações sobre a falta de autorização de uso de alguns agrotóxicos em outros países. Um dos motivos é que os produtos utilizados no Brasil podem não ser necessários em outros lugares.

Países frios têm tipos diferentes de pragas e isso influencia na regulamentação. Ou seja, não são todos os agrotóxicos utilizados no Brasil que são autorizados na Europa, por exemplo. O inverso também acontece.

Vale destacar que o Brasil é um importante exportador de alimentos e tem critérios de regulamentação exigentes em comparação com outras regiões que também adotam critérios rigorosos.

 

Fiscalização dos agrotóxicos

A fiscalização é coordenada pela Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins – CGAA/DFIA/SDA-MAPA. É essa coordenadoria que faz a interlocução com a Anvisa e o Ibama.

Nos estados, as ações da CGAA são desenvolvidas pelos Serviços de Fiscalização Agropecuária (SEFAGs) – presentes em todas as Superintendências Federais da Agricultura e da coordenação nacional e apoio das ações de fiscalização dos Estados.

A população pode fazer denúncias por meio da ouvidoria do MAPA. O resultado das ações de fiscalização sai em até 60 (sessenta) dias.

 

Existem alternativas ao uso de agrotóxicos?

O uso da tecnologia agrícola pode mudar o cenário atual. Um controle efetivo de pragas implica em uma criteriosa análise de cenário e na busca por soluções mais eficientes. Isso geralmente resulta na utilização de uma combinação de tecnologias. Ou seja, os defensivos são uma das opções utilizadas pelos agricultores brasileiros, mas não são a única.

Um bom exemplo é o manejo integrado de pragas que reduz aplicações de defensivos em quase 50%, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Outras ferramentas combinam os métodos de controle cultural, mecânico, físico e biológico: a capina, a rotação de culturas, a destruição de restos da cultura contaminada por pragas, a alteração da época de plantio ou colheita, a poda ou desbaste, a cultura armadilha, a destruição de hospedeiros alternativos, o uso de armadilhas físicas, a coleta manual, a manutenção dos inimigos naturais, os feromônios, o controle biológico, entre outros.

O defensivo agrícola deve ser usado quando um ou mais desses métodos não se mostrarem eficientes o bastante para evitar a perda de produtividade.

 

Mitos sobre os agrotóxicos

Mitos sobre os agrotóxicos

O Brasil NÃO é o maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo

O dado que coloca o Brasil em primeiro lugar na lista de consumidor de agrotóxicos leva em consideração apenas o volume comercializado, desconsiderando a área em que o produto é utilizado. Por causa do clima quente e úmido, o Brasil tem até 2,5 safras por ano e uma área plantada de 65 milhões de hectares. Devido ao clima frio, nos Estados Unidos, Canadá em países no norte da Europa, não há plantação durante grande parte do ano. Se calcularmos a relação entre o uso de agrotóxicos por área plantada, o Brasil utiliza 2,3kg de defensivo por hectare. Esse número fica bem abaixo do volume de países como Holanda (20,8kg/hectare), Japão (17,5kg/hectare), Bélgica (12kg/hectare), França (6kg/hectare) e Inglaterra (5,8kghectare).

Então, levando em consideração a área de produção, o Brasil não está nem entre os dez países com maior uso de agrotóxicos. O país inclusive reduziu o investimento em defensivos agrícolas, segundo estudo realizado pela consultoria alemã Kleffmann.

 

O brasileiro NÃO ingere 5 litros de agrotóxico por ano

Esse número é resultado da divisão do volume de produto vendido pelo total da população. Essa conta não está correta por vários motivos.

Em primeiro lugar, os defensivos agrícolas não são aplicados apenas em culturas de alimentos. Plantações de algodão, cana e eucalipto também recebem aplicação de agrotóxico. O algodão vira fibra, grande parte da cana vira etanol e o eucalipto é utilizado para produção de papel e móveis. Além disso, nesse cálculo estão incluídos os produtos para controle de pragas urbanas e industriais (ratos, baratas, mosquitos e outros), vendidos como agrotóxicos.

Também deve ser levado em consideração que o agrotóxico é aplicado em toda a planta, mas, em muitos casos, ela não é inteiramente comestível. No feijão, por exemplo, as folhas e o caule não são usados para alimentação, e comemos apenas os grãos.

 

A exposição aos defensivos NÃO significa câncer, malformação ou outras doenças

Não existe nenhuma pesquisa que comprove a relação entre agrotóxicos e doenças. As instruções e a fiscalização dos produtos garantem a segurança da utilização dos defensivos, de modo a não permitir efeitos negativos na saúde humana e animal. Além disso, todos os produtos que foram expostos a agrotóxicos passam por rigorosos testes de qualidade. Se qualquer um dos testes apontar um problema, o produto é imediatamente descartado. Isso garante que chegue até você apenas produtos absolutamente testados e seguros.

Corroborando com esse entendimento, o Cancer Research UK, centro de pesquisa sobre a doença criado em 2002, afirma que: “frutas e vegetais algumas vezes apresentam pequenas quantidades de pesticidas, mas não há evidência que esses resíduos aumentam o risco de câncer nas pessoas que os consomem”.

 

O uso de agrotóxico NÃO causa doenças em crianças por meio de contaminação do leite materno

Não há nenhuma relação entre eventuais resíduos de agrotóxicos no leite materno e problemas de saúde em crianças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu doses diárias de defensivos que são aceitáveis no leite materno. O limite máximo é de 6 mil partes por bilhão no leite. Ou seja, não existe motivo para preocupação.

 

Fonte: Hortifruti, março de 2019

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