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Caju: delícia tropical

31/01/2018

Caju

Vistosa, suculenta, macia e perfumada. Adjetivos não faltam quando vamos falar de uma das “frutas” que mais representa a tropicalidade brasileira: o caju. Encontrado com facilidade nas regiões Norte e Nordeste, esse pseudofruto é muito consumido in natura e na forma de sucos, sorvetes, doces e até mesmo em pratos salgados. Ainda verde, o caju é chamado de “maturi” e é muito utilizado no preparo de refogados. Existem cerca de 20 variedades de caju, classificadas segundo a consistência da polpa, formato, paladar e cor (amarela, vermelha ou roxo-amarelada, dependendo da variedade).

O alimento tem baixo valor calórico (apenas 43 calorias) e é uma excelente fonte de vitamina C – nutriente fundamental para o vigor do organismo. Essa vitamina é famosa por ser boa para a saúde oftalmológica, contribuir para o bom funcionamento do sistema imunológico e para a produção do colágeno, fundamental para manutenção de uma pele saudável. Aliado a isso, a vitamina C também contribui para a absorção do ferro e é um nutriente antioxidante. De acordo com a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), 100 gramas de caju cru possuem 219,3 miligramas de vitamina C.

A árvore que dá origem ao caju é chamada de cajueiro e é nativa da região litorânea do País. Ramificada, possui tronco inclinado que pode dar muitas voltas. Sua copa é arredondada e as folhas e galhos podem até alcançar o solo.

A colheita do caju acontece, normalmente, de julho a dezembro e, em alguns casos, se estende até maio. Sua produção é de extrema importância para o semiárido nordestino, dado seu destaque econômico, social, cultural e ambiental. A cajucultura é uma das poucas atividades agrícolas que não necessita de grandes quantidades de chuva e cuja produção se concentra na entressafra. Graças a essas características, o caju pode ser encontrado em abundância no Nordeste.  De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), 95% da produção nacional concentra-se nos estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia.

 

O caju não é fruta

Isso mesmo, o caju não é uma fruta. Na verdade, o caju, assim como a maçã e o morango, é considerado um pseudofruto. Para entender esse conceito é necessário recorrer à botânica. Por definição, um pseudofruto é uma estrutura vegetal suculenta, ou seja, rica em suco, que não se originou do ovário da planta.

Se levarmos em conta essa definição, o caju, na verdade, é um acessório do verdadeiro fruto do cajueiro, a castanha.

 

O maior cajueiro do mundo é brasileiro

Não é de hoje que o Brasil é detentor do título de terra do maior cajueiro do mundo. Desde 1995, a cidade de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, integra o livro dos recordes (Guinness Book) como dona do maior cajueiro do planeta.

A novidade está no fato de que Cajueiro da Praia, uma cidade piauiense que também conta com árvores dessa espécie, reivindicar esse posto. As duas árvores (Do Rio Grande do Norte e do Piauí) são gigantescas, sendo que a potiguar tem 8,5 mil metros e a piauiense 8,8 mil metros.

Várias pesquisas foram realizadas para tentar comprovar quem de fato merece o título de dono do maior cajueiro do mundo, mas – por enquanto – somente uma certeza é possível: independentemente do Estado, ele é brasileiro.

 

A castanha de caju faz sucesso entre as oleaginosas

Repletas de propriedades que fazem bem a saúde, as oleaginosas são alimentos poderosos para quem busca uma alimentação saudável. Estudos científicos recentes demonstraram que incluí-las na dieta pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares e o risco de desenvolver diabetes.

Nesse contexto, a castanha de caju ganha força por ser fonte de gorduras monoinsaturadas – nutriente fundamental para esses benefícios – já que diminui níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, enquanto estimula o aumento dos níveis do bom colesterol (HDL). Cada 100 gramas da castanha possuem 26,5 gramas de gordura monoinsaturada.

Além disso, de acordo com a Taco, 100 gramas de castanha de caju torradas e salgadas possuem 18,5 gramas de proteína, 5,2 miligramas de ferro e 617 miligramas de potássio. Mas não se empolgue ao consumir, as mesmas 100 gramas do alimento possuem impressionantes 570 calorias.

 

Fonte: Hortifruti, 31 de janeiro de 2018

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