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Sueli Longo
Nutricionista, especialista em nutrição e esporte e mestre em comunicação social. Sócia do Instituto de Nutrição Harmonie.

Melhorar saúde: a solução para ser saudável está no seu prato

melhor saúde

Para melhorar a saúde, uma das soluções pode estar no seu prato. Nesse sentido, frutas, legumes e verduras (FLV) são alimentos de baixa densidade energética e ricos em nutrientes como vitaminas, minerais e compostos bioativos. Portanto, eles conferem saciedade, contribuem com a saúde intestinal, sistema imunológico, saúde cardiovascular entre outros.

Além disso, a variedade de cores e sabores conferida por hortaliças e frutas permite a utilização destes grupos de alimentos em uma diversidade de preparações da culinária brasileira e internacional. Portanto, vale o destaque: além de melhorar a saúde, as FLV são versáteis e saborosas!


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Frutas verduras e legumes, quanto você consome?

Recomendação diária de frutas legumes e verduras para melhorar saúdeDos tradicionais aos exóticos, temos uma produção de FLV para variar o ano inteiro. Sendo assim, ao respeitar e valorizar a produção local, a sazonalidade, a biodiversidade e a tradição teremos o melhor sabor, o preço mais acessível e a manutenção/construção de uma identidade para a alimentação brasileira.

Portanto, ciente de tantos benefícios, fica a pergunta:

Por que grande parte dos brasileiros não consomem hortaliças e frutas diariamente?

E, além disso: mesmo entre os que preferem consumir, por que não atingimos a recomendação de consumo diário?

Dessa forma, é isso que os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram.

Análise do consumo alimentar pessoal no Brasil – POF 2017-2018

Ao comparar os dados da a POF 2017-2018 com os dados de 10 anos atrás (POF 2008-2009), portanto, é possível afirmar que houve redução generalizada no consumo de frutas pelos brasileiros.

Nesse sentido, a frequência de consumo de frutas entre os adolescentes foi de 35,8% para 22,6%, entre os adultos reduziu de 45,4% para 37,4% e nos idosos foi de 70,2% para 61,7%. Além disso, a redução na frequência de consumo de frutas também ocorreu em todas as faixas de renda, mas principalmente no primeiro quartil, ou seja, na população de baixa renda.


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salada para melhorar saúdeAinda, a frequência do consumo de salada crua aumentou em todos os estágios de vida: de 10,4% para 15,7% nos adolescentes; de 17,6% para 23,5 em adultos e de 16,9% para 21,9 nos idosos.

Contudo, apesar deste resultado positivo para salada crua, que ajuda a melhorar a saúde, o consumo de alface, outras verduras e tomate reduziu ao longo do tempo.

As hortaliças mais consumidas pela população brasileira foram salada crua (21,8%), alface (6,3%) e tomate (5,1%).

Baixo consumo de FLV resulta em pequena ingestão de nutrientes

A redução no consumo de frutas, legumes e verduras pelos brasileiros reforça um perfil muito aquém do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 400 g diários. Sendo assim, o impacto desta redução reflete na prevalência de inadequação de ingestão de nutrientes.

Dessa maneira, o impacto também é exposto quando comparado resultados das últimas edições da POF. As prevalências de inadequação de ingestão de micronutrientes, ou seja, a poAlimentos-que-ninguem-gostarcentagem da população com ingestão de micronutrientes abaixo de suas necessidades nutricionais aumentaram. Nesse sentido, a alta ocorreu em 2017-2018 em relação à 2008-2009 em adolescentes, adultos e idosos de ambos os sexos.

Além do aumento entre as pesquisas, as prevalências de inadequação foram maiores do que 50% para cálcio, magnésio, vitamina A, vitamina B6, vitamina D e vitamina E. Tais resultados são de homens e mulheres de todos os estágios de vida.

Para melhorar a saúde, a solução é simples

Resolver essa baixa ingestão de nutrientes e, por consequência, melhorar a saúde, pode ser simples. Sendo assim, uma maneira de prevenir as inadequações levantadas pela POF é adotar um maior consumo de alimentos fontes. Por isso, criamos um quadro com os principais alimentos que podem fornecer aqueles nutrientes que estão em maior deficiência, na dieta alimentar dos brasileiros.

nutrientes e fontes alimentares para melhorar saúdeFrutas, legumes e verduras costumam ser mais acessíveis que outros tipos de alimentos. Aproveite e não deixe as FLV no mercado ou na feira.

Importância do feijão com arroz para melhorar saúde

Outro alimento que merece destaque são os feijões, cuja redução na frequência de consumo de 73% para 60% impacta na qualidade da alimentação, pois este alimento é fonte de fibra alimentar. Nesse sentido, indivíduos que mantém o consumo de feijão nas refeições diárias apresentam média de ingestão de fibras 20% acima da média populacional.arroz com feijão

Importante lembrar que para muitos brasileiros a associação do arroz e feijão responde pelo aporte de proteínas da alimentação. Portanto, a redução no consumo de ambos implica em menor oferta de nutriente ao organismo.


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Dessa forma, variedade, quantidade e frequência de consumo necessitam de um olhar cuidadoso por parte do consumidor brasileiro. Mesmo com um ligeiro aumento no consumo de hortaliças, a maior participação deste grupo de alimentos no prato, tornando-o mais colorido e rico em nutrientes é uma ação simples e necessária para melhorar a saúde.

Nossas escolhas alimentares respondem pela oferta de nutrientes ao organismo. Por isso, consumir legumes, verduras, frutas, cereais, grãos, tubérculos diariamente como base de um padrão alimentar saudável promove a saúde e previne doenças.

 

Principais fontes

IBGE. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro, 2020.

INSTITUTE OF MEDICINE (IOM). Dietary Reference Intakes: the essential guide to nutriente requirements. Washington, DC: National Academies Press, 2006.

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Universidade de São Paulo (USP). Food Research Center (FoRC). Versão 7.1. São Paulo, 2020. [Acesso em: 14/10/2020]. Disponível em: http://www.fcf.usp.br/tbca.

 

Sobre as autoras:

Juliana Morimoto: Nutricionista pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Saúde Pública pela USP e Doutor em Ciências pela USP. Docente e pesquisadora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie desde 2008, ministra aulas nos cursos de Nutrição e Psicologia.

Sueli Longo: Nutricionista. Mestre em Comunicação Social. Especialista em Nutrição em Esporte (ASBRAN/CFN). Diretora do Instituto de Nutrição Harmonie.  Autora do livro Manual de Nutrição para o Exercício Físico.  Consultora do Hortifruti Saber e Saúde.

Adriana Brondani
Bióloga e doutora em ciências biológicas pela UFRGS. Diretora científica do Hortifruti Saber & Saúde.
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Coordenador da área de tecnologia da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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