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Consumo de frutas e hortaliças: qual a recomendação diária?

O consumo de frutas e hortaliças é fundamental para uma vida mais saudável. Acrescentar esses alimentos na rotina é tão importante que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as pessoas consumam no mínimo 400 gramas de frutas ou hortaliças por dia em cinco ou mais dias da semana.

Um exemplo de como esta recomendação pode ser inserida no dia-a-dia: se consumirmos 01 porção de salada (03 folhas de alface, 01 colher de sopa de cenoura crua ralada, 01 colher de sopa de beterraba cura ralada – 105g), 01 maçã pequena (90 gramas), 01 banana média (90 gramas) e 01 laranja (120 gramas) totalizaremos 405 gramas, ou seja, a recomendação é fácil e simples de ser seguida.

Você encontra muitas opções para variar o cardápio. Algumas frutas e hortaliças fáceis de incluir na rotina são:

  • Alface;
  • tomate;
  • maçã;
  • uva;
  • banana;
  • cenoura;
  • abobrinha.

 


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Por que o consumo de frutas e hortaliças é tão importante?

Através do consumo adequado de legumes, verduras, frutas o organismo obtém vitaminas, minerais, compostos bioativos, fibras em quantidade suficiente para a manutenção da saúde. Estes alimentos apresentam em sua composição alta densidade de nutrientes com baixo valor energético. Sendo assim contribuem com a manutenção do peso saudável. 

As frutas e hortaliças apresentam fibras insolúveis em sua composição. Esse tipo de fibra atua principalmente no aumento do volume fecal e consequentemente melhora do funcionamento do intestino. Por isso, elas estão relacionadas à prevenção de prisão de ventre e de doenças como diverticulite e câncer de intestino. As fibras insolúveis também conferem maior saciedade contribuindo assim no tratamento da obesidade.

O que são agrotóxicos?

Os agrotóxicos são produtos químicos, físicos ou biológicos usados no controle de doenças, pragas e plantas daninhas que comprometem a produção agrícola. Entre os defensivos agrícolas são encontrados produtos que controlam plantas invasoras (herbicidas), insetos (inseticidas), fungos (fungicidas), bactérias (bactericidas), ácaros (acaricidas), nematoides (nematicidas) e ratos (rodenticidas). São também conhecidos como defensivos agrícolas, pesticidas, praguicidas ou produtos fitossanitários. É sempre importante mencionar que para que um produto fitossanitário seja utilizado pelos produtores é necessário que seja registrado, após rigorosos estudos agronômicos, ambientais e toxicológicos.

Frutas, legumes e hortaliças orgânicas são mais seguras que os alimentos convencionais?

Não há evidências científicas que comprovem que alimentos orgânicos são mais seguros que os convencionais. Os cultivos orgânicos, assim como outros modos de produção de alimentos, são seguros apenas se cumprirem as recomendações que dizem respeito ao manejo desses produtos, desde a lavoura até os supermercados. Lavouras orgânicas também usam defensivos agrícolas (agrotóxicos) para controlar pragas. Os defensivos e insumos autorizados para utilização nos cultivos orgânicos, se não forem manejados de maneira adequada, podem oferecer risco à saúde humana.

Além disso, nos cultivos orgânicos, o risco de contaminação microbiológica é maior do que nas culturas convencionais em virtude da utilização de adubo orgânico (esterco). Essa prática aumenta a probabilidade de contaminação por bactérias presentes nas fezes, como mostra uma pesquisa do Centro de Saúde da Korea.

Existem regras e procedimentos para aplicação de agrotóxicos em lavouras de frutas e hortaliças?

Sim. Essas regras são definidas para cada um dos defensivos agrícolas, ou agrotóxicos, como são popularmente conhecidos, a partir de estudos agronômicos e toxicológicos. A bula dos defensivos contém indicações detalhadas sobre a forma de aplicação que garante tanto a segurança do produtor rural quanto do consumidor. Essas informações incluem:

  • Quantidade de produto;
  • Número de aplicações;
  • Intervalo entre as aplicações;
  • Modo de aplicação;
  • Momento adequado para realizar a aplicação;
  • Intervalo entre a última aplicação e a colheita (período de carência).

Além disso, também são definidas as culturas nas quais o produto pode ser empregado e o tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI) que deve ser usado pelo produtor.

Frutas, legumes e hortaliças orgânicas são mais nutritivas que as convencionais?

Não. A produção orgânica não agrega valor nutricional aos alimentos, ela apenas preconiza uma produção sem o uso defensivos agrícolas (agrotóxicos) e transgênicos. Alimentos orgânicos, convencionais ou transgênicos têm o mesmo valor nutricional. Diversos estudos chegaram a esta mesma conclusão, entre eles o trabalho de 2012 da Universidade de Stanford (EUA). Essa pesquisa revela que alimentos orgânicos não contêm mais nutrientes e vitaminas que os convencionais, como muitos acreditavam.

 

O Brasil é um grande exportador de frutas?

Os estados que mais produzem frutas não são, necessariamente, os que mais exportam. Em 2016, o Ceará foi o maior exportador em valor de frutas frescas, secas e elaboradas, além de nozes e castanhas. As vendas externas dos cearenses totalizaram mais de 200 milhões de dólares e 162 mil toneladas. O segundo melhor resultado foi obtido pelo Rio Grande do Norte, com saldos de 142 milhões de dólares e 188 mil toneladas. Em volume, portanto, os potiguares superaram seus vizinhos do Ceará. Na sequência, os maiores envios foram de São Paulo (US$ 132 milhões) e Pernambuco (US$ 121 milhões).

As frutas brasileiras fazem sucesso entre os consumidores internacionais. Em 2016, o País exportou 26 tipos de frutas frescas ou secas, além de conservas e preparados. As exportações resultaram em aproximadamente 790 mil tonedas e 702 milhões de dólares, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), elaborados a partir dos números do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Por que são usados agrotóxicos em lavouras de frutas e hortaliças?

A agricultura é uma atividade que enfrenta muitos desafios. Uma das dificuldades que os produtores precisam superar, independentemente do modo de produção, é o ataque de pragas à lavoura. Essas pragas podem ser plantas, que competem com a cultura principal pelos nutrientes, insetos, que se alimentam dos vegetais, fungos, que causam doenças e diversos outros organismos que podem comprometer a produtividade da lavoura.

Uma das alternativas para controlar essas pragas é o uso de defensivos agrícolas, ou agrotóxicos, como são popularmente conhecidos. O Brasil, por ser um país tropical, tem condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de uma grande diversidade de plantas invasoras, pragas e doenças. A falta de um inverno rigoroso faz com que não haja uma quebra no ciclo de desenvolvimento desses organismos e favorece que eles estejam presentes nas lavouras durante todo o ano. A agricultura praticada em média e grande escala em zonas tropicais seria inviável se não fossem utilizados defensivos agrícolas. O uso desses produtos, entretanto, é rigorosamente regulamentado e, se aplicados de maneira adequada, resulta em alimentos seguros e saudáveis.

O Brasil é um grande produtor de frutas?

Sim. O Brasil ocupa o lugar de terceiro maior produtor de frutas do mundo, atrás apenas da China e da Índia, com um volume anual de cerca de 42 milhões de toneladas de frutas. Com dimensões continentais, o País conta com variados tipos de solo e clima que permitem o cultivo de praticamente todo tipo de fruta. Temos, por exemplo, pêssegos produzidos no extremo sul, maçãs em Santa Catarina, mamões no Espírito Santo, mangas e uvas no Vale do São Francisco, melões, melancias e abacaxis no Nordeste e açaí no Pará.

São Paulo segue no alto como o maior produtor nacional de frutas, tendo colhido 15,6 milhões de toneladas em 2015 de acordo com a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As espécies mais colhidas no Estado foram laranja, banana, limão, tangerina e melancia. O segundo Estado produtor foi a Bahia, com 4,9 milhões de toneladas. Minas Gerais está na terceira posição, com produção de 3,17 milhões de toneladas seguida pelo Rio Grande do Sul (2,7 milhões de toneladas) e pelo Paraná (1,6 milhão de toneladas).

 

O brasileiro é um grande consumidor de frutas e hortaliças?

Apenas 24,1% dos brasileiros ingere a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 400 gramas diários, em cinco ou mais dias da semana. Entre os homens, o percentual verificado pela pesquisa é ainda menor: apenas 19,3% atendem às recomendações. Entre as mulheres, o consumo atinge 28,3% do total. Os dados, fazem de relatório da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

O estudo mostra ainda que 29,4% da população ainda consomem carne com excesso de gordura. Os homens ingerem duas vezes mais: 38,4%. Entre as mulheres o índice é 21,7%. Os números indicam também que o brasileiro tem diminuído a ingestão de refrigerante – item que caiu 20% nos últimos seis anos. Entretanto, mais de 20% da população ainda tomam desse tipo bebida cinco vezes ou mais na semana. Em relação aos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, o Vigitel mostrou que o consumo regular do feijão em cinco ou mais dias da semana está presente em uma escala correspondente a 66% da população. O percentual foi maior entre os homens – 73% – ao passo que, entre as mulheres, o consumo de feijão equivale a 61%.