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Pepino: crocância, frescor e perfume na sua salada

pepino

O pepino (Cucumis sativus), assim como o tomate, o chuchu e a abobrinha, é mais um daqueles frutos incompreendidos. Isso mesmo: por se desenvolver a partir do ovário da flor, os botânicos classificam o pepino como um fruto. Dessa forma, a planta pertence à família das cucurbitáceas, ou seja, é parente das melancias, melão, chuchu, abobrinhas e muitas outras.

Com certeza você já ouviu falar que o pepino consiste em 90% de água, mas você sabia que assim como a uva a planta do pepino é uma videira? Nesse sentido, os seus ramos normalmente crescem em estruturas de suporte e, uma vez por ano, a planta produz flores a partir das quais se desenvolvem os frutos, que ficam pendurados como se fossem cachos de uva.

Conheça mais sobre esse alimento que é considerado de baixa densidade energética, ótima fonte de fibra alimentar e está entre os legumes mais consumidos no Brasil. 

História do pepino

Você sabe o que o pepino tem em comum com a manga? Ambos são originários originária da Índia. Dessa maneira, a planta ancestral Cucumis sativus L. var. hardwickii foi domesticada há cerca de 3.000 anos e deu origem ao pepino (C. sativus L.) cultivado em todo o mundo.

Nesse sentido, a hortaliça que conhecemos hoje pode chegar a 60 cm de comprimento, além de variar de forma redonda para cilíndrica. Assim, pode apresentar uma casca cheia de espinhos, com verrugas ou lisa. Ainda, quando madura, pode ser de cor amarela ou branca. Por último, a polpa dessa hortaliça-fruta é geralmente branca, crocante e perfumada.

Achou estranho o termo “hortaliça-fruta”? Saiba mais sobre as hortaliças em:  Hortaliças – por que devo incluí-las na dieta?

As variedades cultivadas em todo o mundo surgiram conforme o pepino era domesticado e levado para outras regiões. Por isso, na China, desenvolveu-se pepinos com frutos mais alongados e diâmetros menores. Enquanto isso, no Japão, surgiu o que chamamos hoje de pepino japonês, que são mais compridos.

A domesticação é um processo pelo qual as características morfológicas e fisiológicas desejáveis das plantas passavam por seleção para consumo humano e adaptação ambiental. Em outras palavras, escolhiam-se para cultivo as plantas com aumento da parte comestível, maior robustez e dispersão alterada de sementes.

Além disso, para os amantes do pepino, ainda é possível viajar no tempo. Isso porque a espécie selvagem ainda aparece crescendo em algumas regiões do Himalaia. Nessa região, o fruto é bem menor, oval e de polpa mais branca.

Quais são os tipos de pepino populares no Brasil?

No Brasil, são quatro os tipos de pepino mais comercializados.

  •         O aodai é o mais comum, apresenta coloração verde escura e formato cilíndrico;
  •         O caipira é aquele pepino de casca verde clarinha e mais gordinho, podendo chegar a ter 15 cm de comprimento;
  •         O pepino tipo japonês é o mais alongado, chega a ter 30 cm de comprimento, apresenta coloração verde, presença de espinhos brancos e não possui sementes;
  •         O pepino indústria, utilizado para conserva, é colhido precocemente. Possui coloração verde escura chegam a ter 7 cm de comprimento.

Alimentos em conserva, como o pepino, fazem mal à saúde? Confira no link!

O consumo de alimentos em conserva é um hábito mais comum da população dos estados do Sul do Brasil, por influência da cultura europeia em seu processo de colonização. Portanto, Santa Catarina se destaca no cenário nacional como principal produtor e consumidor de pepino tipo indústria, envolvendo diretamente mais de 3.800 produtores familiares, os quais ocupam anualmente cerca de 2 mil hectares.

Produção de pepinos

A produção mundial de pepinos é uma das maiores entre as hortaliças-fruta, com uma produção que fica em torno de 75 milhões de toneladas a cada ano. Sendo assim, há muito mais produção de pepinos do que abobrinhas, berinjelas, ervilhas e quiabos. Nesse sentido a China, com 75% da produção mundial, é o principal país produtor, seguida pela Turquia e o Irã.

Leia também: Produção de tomates: saiba como é realizada no Brasil

O Brasil, que possui uma produção anual de quase 200 mil toneladas consegue ser autossuficiente. Em 2019, só nas CEASAS comercializaram-se mais de 162 mil toneladas de pepino.

Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro são os principais produtores e correspondem a 78% do total comercializado no país.

Que tal cultivar pepino?

como cultivar pepino em casaA Cucumis sativus é uma planta que gosta de calor e por isso, o recomendado é que seja plantada no verão. No entanto, é possível produzir pepinos mesmo no inverno desde que em ambientes controlados, como, por exemplo, em estufas.

Nesse sentido, produz-se o pepino a partir da semente. Enquanto isso, quando adulta, a planta produz flores masculinas e femininas, havendo a necessidade de polinização das flores femininas para o desenvolvimento dos frutos.

Dessa maneira, o calendário de produção do pepino varia conforme a região, por conta do clima. Contudo, como indicado pelo Instituto Brasileiro de Horticultura – Ibrahort, o mês de setembro, por ser quente em todas as regiões do país, é uma ótima opção para iniciar o plantio de pepino na sua casa. Quer conhecer outras hortaliças para plantar em setembro? Acesse o guia da Ibrahot sobre as hortaliças conforme o mês!

Além disso, o pepino é uma cultura bem exigente quanto à água, se bem cuidada os frutos devem estar prontos para colheita entre 40 e 60 dias após o plantio.


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Informação nutricional do pepinoAproveite os benefícios do pepino

O pepino apresenta em sua composição fibras, minerais e vitaminas. Por isso, o baixo valor calórico associado a maior quantidade de água e de fibra fazem deste alimento mais uma opção na hora de compor a porção de vegetais recomendados diariamente. Sendo assim, muitos atribuem ao pepino uma característica de frescor para preparações, como entradas, saladas, aperitivos, drinks, em dias mais quentes.

Dicas para não desperdiçar o pepino

Ao escolher os pepinos que irá levar para casa, manuseie com cuidado para não os danificar, pois qualquer injúria nessa hortaliça fruto fará com que sua durabilidade diminua, tanto no mercado quanto na sua casa.

Além disso, caso não vá consumir o fruto em um ou dois dias, evite aqueles que forem muito grandes, pois já iniciaram o processo de amadurecimento. Da mesma forma é bom ter cuidado com os frutos pequenos, esses tendem a murchar mais rapidamente.

Ademais, pepinos firmes e com casca brilhante podem ser conservados na parte mais baixa da geladeira, dentro de sacos plásticos perfurados, por até uma semana.


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As formas de se consumir pepinos são super diversas. Portanto, além de serem comuns em saladas e lanches, o pepino pode ser preparado cozido e recheado, refogado e em sopas quentes ou frias. O pepino também vai muito bem com vinagre, pimenta, limão, sal, azeite e orégano.

Receita com pepino: Sunomono

Ficou com vontade de comer um pepino? Que tal preparar aquela tradicional entrada de restaurantes japoneses?

Sendo assim, para preparar o sunomono, você vai precisar de:

  • 3 pepinos tipo japonês
  • 2 colheres de sopa de sal
  • 100 ml de vinagre de arroz ou tempero para sushi
  • 50 g de açúcar refinado
  • 10 ml de saquê seco (culinário)
  • 5 g de sal

Prepare o molho Sushi-su com o vinagre, açúcar, saquê e 5 gramas de sal. Dessa forma, é só misturar todos os ingredientes em fogo baixo até diluir todo o açúcar.

Corte o pepino o mais fino possível, adicione as colheres de sal e deixe por 10 minutos. Lave o pepino e escorra bem, coloque em um recipiente não metálico e adicione o molho frio, deixe na geladeira por pelo menos 30 minutos e está pronto o seu sunomono.

Quer saber quais são os tipos de hortaliças mais consumidos no Brasil? Veja aqui!

Principais fontes:

Che, G. and Zhang, X. Molecular basis of cucumber fruit domestication. Current Opinion in Plant Biology, 2019.

Companhia Nacional de abastecimento (CONAB)

Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO).

Fontes, V. R; Camillo, J; Coradin, L. (Ed.). Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro: região Centro-Oeste. Brasília, DF: MMA, 2018.

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Universidade de São Paulo (USP). Food Research Center (FoRC). Versão 7.0. São Paulo, 2019. [Acesso em: 21 de maio de 2020]. Disponível em: http://www.fcf.usp.br/tbca.

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