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Quero ser grande! Brasil busca lugar de destaque na exportação de frutas

15/01/2018

A produção brasileira de frutas é a terceira maior do mundo, atrás apenas da chinesa e da indiana. Entretanto, quando se fala em comércio internacional, o País está bem distante das primeiras posições: ocupa apenas a 23ª colocação. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos, países latino-americanos com territórios menores e condições adversas de cultivo exportam muito mais frutas que o Brasil, a exemplo do Chile e do Peru.

Para melhorar esse desempenho no mercado global, a Abrafrutas reafirmou um acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em dezembro de 2017. O objetivo do convênio entre as duas entidades é mostrar qualidade do produto nacional, por meio da participação em feiras, e abrir mercados. Para que novos parceiros comerciais sejam consolidados, entretanto, é necessária a ampla colaboração dos governos, ressalta Barcelos. “Quando um país começa a importar uma fruta, ele analisa as possíveis pragas que podem entrar no território junto com aquele produto. A partir de então, estabelece quais são as medidas que devem ser implementadas para evitar que isso aconteça. A negociação entre as exigências de um país e a concordância de outro é um trabalho dos governos.”

Para que uma fruta seja exportada, é necessário que os agricultores sigam uma série de procedimentos que garantem a qualidade do produto. Isso inclui certificações de respeito ao meio ambiente, de condições dignas de trabalho e de uso adequado de defensivos agrícolas (também conhecidos como agrotóxicos). O produtor brasileiro já segue todas essas regras e faz chegar à nossa mesa frutas seguras e saudáveis. Agora é a hora de mostrar todo esse trabalho para o mundo.

NORDESTE É CAMPEÃO

Ao contrário do que parte da população imagina, o grande destaque da produção nacional de frutas para exportação é o Nordeste. Segundo Barcelos, a escassez de chuvas da região semi-árida é um fator favorável. “Com a irrigação por gotejamento (um sistema de canos que libera água em gotas) é possível economizar recursos hídricos e controlar a aplicação de insumos (que são diluídos na água). Assim, não é preciso se preocupar com a época ou a quantidade de chuvas.”

Em 2017, a fruta mais exportada pelo Brasil foi a manga, muito cultivada em Petrolina (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia). O melão, uma das frutas em que somos líderes na exportação, tem na região de Mossoró (Rio Grande no Norte) um grande polo produtor. A proximidade com o principal mercado consumidor, a Europa, também favorece a região Nordeste. No ano passado, os três portos que mais enviaram cargas de frutas ao exterior foram os de Natal (Rio Grande do Norte), de Salvador (Bahia) e de Pecém (no Ceará).

RECORDE À VISTA

No ano passado, as exportações brasileiras de frutas apresentaram aumento de 9% em valor – chegando à cerca de R$ 860 milhões de dólares – e 15% em volume. A expectativa para os próximos anos é bater recorde e, pela primeira vez, chegar ao valor de 1 bilhão de dólares.

Fonte: Hortifruti, 15 de janeiro de 2018

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