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Sapoti – Da América Central para o mundo!

29/08/2018

sapoti-miniatura

Não é todo mundo que conhece o Sapoti. Originária da América Central, adaptou-se bem ao clima do Nordeste do País, principalmente o do estado do Ceará. Essa iguaria tropical não é muito conhecida em outras regiões e, por isso, é considerada exótica.

A forma mais comum de encontrá-la é in natura, nos mercados populares próximos à sua área de cultivo. Por ter a casca fina e frágil, o transporte e a seu armazenamento precisam de cuidados especiais. Outras maneiras de se consumir a fruta, que tem a polpa tenra e saborosa, é na forma de sorvetes, geleias, sucos e doces variados.

Vale a pena destacar outros produtos comestíveis com o Sapoti estão em desenvolvimento, principalmente na Índia. Entretanto, o processamento, na maioria das vezes, leva à perda do sabor característico da fruta. Além disso, o látex extraído da casca da planta é levemente aromático e utilizado em alguns países para a fabricação de goma de mascar.

A indústria da beleza também se interessa muito pelo Sapoti. As sementes da hortaliça (cada fruto tem entre 4 e 12) são ingrediente de uma manteiga vegetal utilizada para recuperar cabelos danificados ou enfraquecidos.

Mas não é só do fruto do sapotizeiro que se fazem produtos. Sua madeira é firme, de fibras curtas, não lasca facilmente e nem é atrativa para cupins e brocas. Por isso, é muito utilizada para fazer móveis.

Além de todos esses usos, o sapotizeiro também é considerado, pela cultura popular, uma planta medicinal. Sua casca é utilizada para amenizar estados febris e a sua semente como diurético.


SAIBA MAIS

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Qual a origem do sapoti?

O Sapoti é nativo do México e já era utilizado pelo Astecas para a produção de goma de mascar muito antes desse produto começar a ser produzido industrialmente. Inclusive, a origem da palavra chiclete passa por esse hábito pré-colombiano. A palavra chiclé vem do Náuatle (língua dos Astecas, hoje restrita a pouco menos de um milhão e meio de falantes), sendo uma derivação de tzictli, termo utilizado para designar o látex espesso e de rápida coagulação destilado pelo tronco do zapote – árvore da família das sapotáceas. Reza a lenda que as mulheres astecas adoravam mascar tzictli.

Com a colonização da América Central, o Sapoti se disseminou para os trópicos americanos, Ásia e África. Hoje, a fruta é encontrada em diversos lugares e recebe nomes diferentes em cada país, tais como: sapodilla (Reino Unido e Estados Unidos); chiku ou sapota (Índia); dilly, naseberry ou sapodilla plum (outros países de língua inglesa); chico ou chico zapote (México) e níspero (Venezuela).

 

Como é uma árvore de sapoti?

O Sapotizeiro é uma árvore de tronco ramificado que alcança até 20 metros de altura. Seu fruto é redondo, com dimensões entre 6 e 10 cm de comprimento e 3 a 6 cm de diâmetro. O peso varia entre 70 a 190 gramas. Ademais, a cor da casca da fruta varia entre castanho e marrom e a sua polpa é amarelada.

Já o sabor do Sapoti lembra o do Caqui, outra fruta tropical cultivada no Brasil. A planta se desenvolve bem em climas tropicais, com temperaturas entre 14 e 34 graus centígrados, boa distribuição de chuvas e altitude de até 1000 m.

 

Conheça as espécies de sapoti:

Existem diversas espécies de Sapoti. Só na Índia já foram catalogadas mais de 20 variedades da fruta. No Brasil, variedades melhoradas têm sido obtidas por entidades de pesquisa do País. É o caso, por exemplo, das variedades BRS 227 e BRS 228 produzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agroindústria Tropical, localizada em Fortaleza/CE. Outras variedades são as brasileiras Chocolate e Ipacuru, e as norte-americanas Prolific, Brow Sugar, Modello e Russel.

 

Propriedades nutricionais do sapoti:

Por ser uma fruta exótica, existem poucas informações nutricionais disponíveis sobre a fruta. Contudo, um estudo realizado por pesquisadores da Embrapa constatou que o Sapoti é uma fruta muito interessante no aspecto nutricional. Como boa parte das frutas, o Sapoti possui baixo valor energético, com 82 calorias a cada 100 gramas, o que favorece a manutenção do peso corporal de forma saudável. Possui uma quantidade considerável de fibras (5,3 gramas) e conta em sua composição com minerais como potássio, cálcio e fósforo. Além disso, a fruta contém vitaminas A, B1, B2 e B3.

 

Fonte: Hortifruti, 29 de agosto de 2018

  • Referências: DONADIO, L.C.; ZACCARO, R.P. Valor nutricional de frutas. Jaboticabal: SBF/Coopercitrus, 2012, 248p..
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