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Segurança dos Alimentos: o alimento que consumimos oferece riscos à saúde?

16/10/2017

Segurança dos alimentos: alimento brasileiro é seguro

Segurança dos alimentos é um dos assuntos mais importantes quando falamos de produção e consumo de hortifrutis. Consumir frutas, verduras e hortaliças não representa risco para a saúde, muito pelo contrário. Esses alimentos são ricos em nutrientes e auxiliam o bom funcionamento do organismo. Além disso, graças a grande variedade de opções, esses alimentos deixam os pratos mais coloridos e saborosos.

Para comprovar estas afirmações trazemos o mais recente relatório do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), revelou que 99% das frutas e hortaliças consumidas pelos brasileiros são seguras. 

“O alimento brasileiro in natura é seguro para consumo e temos de lembrar que frutas e hortaliças são essenciais para a dieta da população”, disse Jarbas Barbosa, ex-diretor-presidente da Anvisa.


SAIBA MAIS

Consumo de frutas e hortaliças: qual a recomendação diária?


Segurança dos alimentos: teste com mais de 12 mil amostras

O levantamento avaliou mais de 12 mil amostras de alimentos entre os anos de 2013 e 2015. O estudo foi conduzido nos 27 estados do Brasil e no Distrito Federal. Entre os itens analisados estão cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e raízes que representam mais de 70% dos produtos de origem vegetal consumidos pela população brasileira. 

A conclusão do relatório sobre a segurança dos alimentos é que praticamente todas as amostras estão livres de resíduos agrotóxicos que representam risco agudo à saúde.

A avaliação do risco agudo para saúde está relacionada às intoxicações que podem ocorrer dentro de um período de 24 horas após o consumo do alimento que contenha resíduos. Este tipo de avaliação é muito utilizado em países da Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Nos EUA, 99,6% das verduras estão dentro das normas de segurança.


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Para o presidente da Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da CNA, Luciano Vilela, o PARA consolida o trabalho do setor produtivo na defesa da segurança dos alimentos. “A pesquisa deixou claro para a população que não há riscos em consumir frutas, legumes e verduras”, afirmou.

Entenda o que é um alimento seguro

Essa pesquisa sobre segurança dos alimentos brasileiros desenvolvida pela Anvisa é extremamente importante, pois interfere diretamente na saúde. De acordo com o Codex Alimentarius, para ser considerado seguro, um alimento precisa proporcionar segurança no consumo. Ou seja, não deve causar dano ao consumidor.

É preciso que não existam nenhum contaminante no produto. Esses contaminantes são:

  • contaminantes físicos (metais, plásticos, fragmentos de insetos ou roedores);
  • contaminantes químicos (sanitizantes, drogas veterinárias, pesticidas e metais pesados);
  • contaminantes biológicos (bactérias, fungos, toxinas e vírus).

O que fazer para manter a segurança dos alimentos

Um passo fundamental para melhorar a segurança dos alimentos que se deseja consumir é fazer a higienização de hortifruti. Dessa forma, é possível prevenir a ingestão de alguns possíveis contaminantes como larvas, insetos e microrganismos prejudiciais ao organismo humano.

Para evitar contato com resíduos de agrotóxicos, ainda que os estudos do PARA tenham apontado que os alimentos analisados não representam riscos para a saúde, em alguns casos, é possível reduzir grande parte dos resíduos por meio da eliminação da casca de algumas frutas e hortaliças. 

Mas a principal forma de garantir a proteção dos consumidores de alimentos aos possíveis riscos toxicológicos é por meio de alguns índices estabelecidos por órgãos governamentais, com base em pesquisas científicas. Esses índices são:

Dose letal 50 (DL50)

A DL50 é representa a dose de uma substância química que levou a óbito 50% de animais testados em laboratório. Essa dose é expressa em miligrama da substância por quilograma de massa corporal dos indivíduos testados (mg/kg).

Índice de Ingestão Diária Aceitável (IDA)

IDA é a quantidade de uma substância química que pode ser ingerida diariamente por um indivíduo, durante toda a sua vida, sem risco à sua saúde. Esse índice também é medido em mg/kg.

Limite Máximo de Resíduos (LMR)

Corresponde ao valor máximo de resíduo de agrotóxico permitido em um alimento em sua fase de consumo, considerando-se estudos prévios, baseados na DL50 e no IDA. O LMR é expresso em miligramas do agrotóxico por quilo do alimento (mg/Kg). Dentro desse limite, não há riscos de ingestão do resíduo no alimento.

São esses índices que determinam a dose ideal a ser utilizada no campo e o período que deve ser esperado entre a última aplicação do defensivo e a colheita do alimento, conhecido como período de carência. Quando esses critérios são respeitados, dose e período de carência, os alimentos são considerados seguros para consumo, ainda que haja presença de resíduos.

Além de todos esses critérios, uma preocupação por parte do consumidor, quanto a origem e a presença de resíduos de agrotóxicos nos alimentos, levou à aprovação da Instrução Normativa Conjunta nº 2. Essa normativa foi aprovada em fevereiro de 2018 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que este entrando em vigor gradualmente ao longo dos anos até 2021.

Com isso, foi instituída a rastreabilidade de alimentos que envolve um conjunto de procedimentos que permitem detectar a origem e acompanhar o alimento durante todo o seu processo de produção. Esse acompanhamento é realizado mediante elementos informativos e documentais registrados. Ou seja, o consumidor consegue, dessa forma, recuperar a história de um produto, desde sua produção até a comercialização.

Qual a diferença entre segurança alimentar e segurança dos alimentos

Muita gente confunde, mas segurança alimentar e segurança dos alimentos não possuem o mesmo significado. 

Segurança alimentar: política pública que tem o objetivo de garantir o acesso sustentável a alimentos seguros que satisfaçam as necessidades nutricionais da população. Isso significa poder acessar fisicamente a comida e ter recursos suficientes para comprá-la.

Segurança dos alimentos: garantia de qualidade de alimentos saudáveis, livres de contaminantes químicos, físicos e biológicos, que não causem danos à saúde ou integridade de quem os consome. 

Embora, os produtores de alimentos sejam os primeiros responsáveis pela segurança dos alimentos que compramos, ainda assim é possível nos proteger de possíveis contaminações, seguindo alguns passos:

  • higienizar bem as mãos antes de manipular e consumir os alimentos;
  • não misturar alimentos crus de origem animal com os demais alimentos para evitar contaminação cruzada;
  • manter os alimentos a temperaturas seguras (quente ou fria) para prevenir o crescimento de microrganismos;
  • usar água limpa para higienização.

 

E você, como garante a segurança dos alimentos no dia a dia e para a sua família? Conte para a gente nos comentários!

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