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Temperos naturais: opções para dar mais sabor aos preparos

21/01/2019

Temperos naturais são uma excelente forma de diminuir a quantidade de sal na comida sem abrir mão do sabor. Motivos para fazer a troca do sal pela combinação de ervas e hortaliças aromáticas não faltam. O consumo excessivo de sódio, principal composto do sal de cozinha, pode prejudicar o bom funcionamento do organismo, levando a doenças renais e cardiovasculares, por exemplo.

Vale destacar ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que o consumo ideal de sal é cinco gramas diárias, muito abaixo da média brasileira que é de 12 gramas/dia. Mudar esse cenário é fundamental para garantir uma alimentação equilibrada e, para isso, usar temperos naturais pode ser aquilo que faltava para esquecer de vez o excesso de sal.


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Classificação dos temperos

Você sabia que diversas hortaliças podem ser usadas como tempero natural? Muitas pessoas acreditam que apenas os condimentos em pó podem ser classificados como temperos, mas isso não é verdade. Folhas como o manjericão e raízes como o alho, por exemplo, dão um toque todo especial aos preparos.

É muito comum jogar todos os vegetais e raízes na categoria de tempero. Contudo, apesar de usual, não é o mais correto. Segundo o especialista em especiarias, Nelo Linguanotto, existem categorias diferentes para cada planta. Para entender melhor, conheça a classificação dos ingredientes mais utilizados para dar sabor aos alimentos:

  • Ervas: são folhas e flores. Exemplo: salsa, louro, etc.
  • Especiarias: são caules e sementes. Exemplo: cominho, pimenta do reino, etc.
  • Legumes aromáticos: são verduras, legumes, tubérculos e raízes utilizados refogados para dar mais sabor aos preparos. Exemplo: cenoura, salsão, cebola, alho poró, etc.

Tempero: Misturas de ervas e especiarias. Exemplo: zatar, curry, etc.

 

Como usar os temperos naturais

Não existe uma regra rígida sobre como utilizar temperos naturais. Tudo varia de acordo com o paladar e o olfato de quem prepara e/ou vai consumir o alimento. Por isso, se jogue na cozinha e descubra qual combinação faz mais sentido para você.

Explore os diferentes sabores e aromas e pense em como você pode misturá-los. Cada tempero tem uma característica que pode mudar completamente o preparo. Existem os picantes, os naturalmente adocicados, os que dão cor. Enfim, são muitas possibilidades.

Essas características fazem toda a diferença na hora de cozinhar. Por exemplo, temperos naturalmente adocicados (baunilha, canela, etc.) combinam com preparações doces, como bolos e compotas. Eles também podem ser utilizados em molhos e guisados. Já as opções picantes, geralmente são adicionados em pratos que pedem algum tipo de ardência.

É importante saber que o armazenamento e a conservação dos temperos naturais exerce papel fundamental na sua característica. Guarde as ervas, especiarias e misturas em locais frescos e secos. Para aqueles comprados em pacotinhos, o ideal é retirar da embalagem e colocar em potes de vidro. Já as ervas frescas se conservam por até três dias na geladeira e não devem ser armazenadas úmidas.


Dica: Antes de usar um tempero, utilize o olfato: se o cheiro estiver apagado ou não estiver fresco, está velho e é melhor descartar do que tentar usar.


Cinco opções de temperos naturais

Como as ervas e os legumes aromáticos são mais comuns na cozinha do brasileiro, iremos apresentar cinco especiarias incríveis para te ajudar a inovar na cozinha.

 

Cravo

cravoO cravo, também chamado de cravo-da-Índia é uma especiaria de sabor forte e aroma pronunciado. É muito empregado na culinária, na perfumaria e de forma medicinal. É usualmente utilizado em doces (como o beijinho tradicional) e no preparo de carnes brancas (como o tender).

Em relação à aspectos nutricionais, segundo o Padrão de Referência Nacional da Base de Dados de Nutrientes (USDA), o cravo moído possui em sua composição cálcio, ferro, potássio e vitaminas A, E e K.

Entretanto, devemos avaliar que, como a quantidade que utilizamos de especiarias nos preparos é muito pequena, as quantidades desses nutrientes também será muito baixa. Em uma colher de chá de cravo moído, por exemplo, encontramos apenas 13 mg de cálcio.


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Açafrão-da-terra

AçafrãoTambém conhecido como cúrcuma, o açafrão-da-terra é um pozinho amarelo muito utilizado no arroz, caldos de carne, frango ou legumes. Seu sabor é suave e a coloração é forte.

De acordo com o USDA, o açafrão possui em sua composição minerais como o potássio. Assim como no cravo, a quantidade dos nutrientes em uma colher de chá é pequena.

 

Páprica

PápricaA páprica é derivada do pimentão defumado e se destaca pela coloração avermelhada. Pode ser encontrada em duas versões: a doce e a picante. A doce é utilizada com peixes, carnes, batatas e frutos do mar. A picante pode ser utilizada nos mesmos preparos, mas dá uma leve apimentada.

Segundo a USDA, o mineral presente em maior quantidade na páprica é o potássio (52 mg em uma colher de chá do condimento). Em relação às vitaminas, a maior concentração é de vitamina A.

 

Canela

CanelaA canela é feita de uma casca de árvore e tem um aroma forte e muito característico. Utilizada em doces (como o arroz doce), pode dar um toque todo especial em preparações salgadas (como o picadinho de carne ou a cenoura assada, por exemplo). Também comum em preparações de inverno, a canela também é utilizada em bebidas, como vinho quente e quentão.

A canela em pó apresenta boa quantidade de fibra alimentar. Se considerarmos 100 gramas do alimento, teremos 53,1 gramas de fibra, ou seja, mais do que o dobro da recomendação diária (25 gramas). Contudo, não é comum ingerir essa quantidade do condimento. Na medida caseira (uma colher de chá), encontramos 1,4 gramas de fibra alimentar.

 

Noz-moscada

Noz moscadaSemente da fruta de uma árvore, é aproveitada principalmente em molhos ou qualquer receita que utilize derivados do leite. O ideal é ralar a semente na hora, para que o sabor seja mais acentuado. Para usar de forma diferente, experimente no chocolate quente.

 

Assim como a canela, a noz-moscada moída também apresenta boa quantidade de fibra alimentar (a cada 100 gramas, temos 20,8 g do nutriente). Da mesma forma, ao avaliarmos a medida caseira (uma colher de chá), esse número fica bem menos expressivo: 0,5 gramas.

 

Fonte: Hortifruti, 21 de janeiro de 2019

Referências:

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